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sábado, 2 de outubro de 2010

Hill Street Blues

Manhãs frias e chuvosas, nebulosas às vezes. Cidades escuras, cinzentas e pessoas desenraizadas... quase sem nada a perder. Ferrugem por veri-semelhança.
Balada de Hill Street, genérico de abertura - anos 80 - que faz parte da memória de longo prazo de muita gente, principalmente os acordes, de uma música triste, sem esperança, vá lá de conformismo, à inevitabilidade das coisas. Como tudo é relativo, mesmo para quem dorme, à sombra de suas auto-convencidas e muy respeitosas, verdades per si assumidas como tal.
O cardápio pode ser tão longo, como cada um o deseje, e não se chama eléctrico, de outra maneira, o desejo pode não ser chamado para aqui ou acolá. Mas para lá...

Em boa verdade, hoje, à porta de um restaurante, nesta tarde solarenga, enquanto se fumava um cigarrito, após uma boa almoçarada, num início de tarde de sol, luz e brilhante, ao mesmo tempo, que uma velhota de muleta atravessava na passadeira perante o olhar de cidadãos auto-mobilizados, pensava nestas e noutras coisas, objectivando o zen de não pensar nada.

Se quisermos, a vida pode ser bela, é preciso é que não estraguem ela.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-Feira, 13


A sorte do azar e o azar da sorte.
Jesus foi crucificado, ao que parece, numa Sexta-Feira, dia 13.
13 que vem depois do 12, este considerado completo. 12 meses do ano, 12 tribos de Israel, os 12 apóstolos e os 12 signos do zodíaco.
Segundo a wikipédia, a superstição poderá remontar a 13 de Outubro de 1307, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França.
Porém noutras fontes, a mitologia poderá ser ainda mais antiga.
Existem duas lendas da mitologia nórdica.
Numa conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser convidado e da discussão que provocou, resultou na morte de Balder, o favorito dos deuses, daí a crença de que convidar 13 pessoas para jantar seria desgraça.
Segundo a outra lenda, a deusa do amor e da beleza, Friga. Que deu origem à palavra Sexta-Feira - friadagr. Ou o conceito de mulher-frígida? Já sou eu a me esticar!
Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, ficando a rogar pragas aos humanos.

A brincar, a brincar... Entrar sempre com o pé direito, deitar um pouco de sal no interior do carro, não passar por de baixo de escadotes, evitar partir espelhos, principalmente, a racha espelhar.

No meu "lavoro", sem ninguém ver, faço uma benzedura mágica, para protecção dos meus coleguinhas e coleguinhas meninas, atiro de um copo de plástico umas pingas de água a umas parcas escadas, afugentado os males que poderiam advir de bichos maus, sequiosos de sangue fresco e vivo.
Pois os monstros existem e também são supersticiosos...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Dendermonde, Bélgica

Sexta-feira passada um homem de nome Kim D. por volta das 10H30 entrou na creche "País das Fábulas", na localidade de Dendermonde, a 30km a norte de Bruxelas, Bélgica. O indivíduo tinha a cara pintada de branco e os olhos de negro. Matou dois bebés e uma funcionária de 54 anos que tentou proteger as vítimas. Feriu gravemente outras crianças e funcionárias da creche. Munido de três facas, um pequeno machado e um colete à prova de bala. Vivia na localidade de Sinaai (???), perto de Antuérpia, estava desempregado e sozinho. Não tinha antecedentes policiais, nem psiquiátricos.
Estes são os factos.
Tanto a polícia belga, nem os seus habitantes, encontram as respostas.
Antes de procurarmos as respostas, vamos às perguntas, e daí, encontrar algumas respostas.

Que sociedade relacional estamos a criar?
Onde a ambição desmedida e o sucesso (seja o que isso significa) é a bitola de avaliação social. O egoísmo e o esconder as moedas de ouro é a regra.
O desenraízamento de povos é descontrolado e toma focos incontroláveis na perspectiva do comportamento humano.

Poderá isto ter sido fabricado?
Nalguns casos, sim. O controlo da mente tem sido o Santo Graal, dos domínios há já muito tempo. Existem hoje infra-estruturas colossais que objectivam tal fim. Atente-se na lista dos maiores serial-killers do séc. XX, e se repararmos, que a grande maior parte são dos E.U.A. e da ex-União Soviética, diriamos que estavamos perante uma grande coincidência. Excepção de um mexicano e de um chinês. Parte deste top ten foi sujeito a experiências químicas/psíquicas e logo soltos. Objectos de estudo, na forma comportamental para aperfeiçoamentos militares. Monitorizados à distância até ao abate. Chupa-cabras e Tai Lin, eram puros killers e fora do âmbito deste jogo.

Terá sido o rapaz, apenas, um simples burro de carga?
Neste caso específico, aponto mais para aqui, de cofre aberto e altamente susceptível a possessões extrafísicas assediadoras. Com a arte cénica facial, ter sido apelidado de o "Joker Kill", desmentido logo a seguir pelas autoridades belgas. Existe aqui possessão forte e não controlada pelo o possuído - em elevada percentagem - na forma do como e na barbárie. Houve premeditação, na forma como estava armado e equipado, havia mais creches que constavam da lista. O não negar, nem confessar são comportamentos típicos. O não diálogo, é de quem está baralhado e ainda não está liberto de influências não terrenas.
Agora no depois, o caminho, é tentar estabelecer canais de comunicação com o indivíduo, para perceber o porquê.

Houvesse quem lesse e entendesse o antes, os sinais, e poderia ter-se frustrado tal acto. Poderia ter-se liquidado o homem antes de efectuar, o que lhe influenciaram. Em casos extremos, por vezes, o diálogo não resulta, a acção coerente é a liquidação.

Como não existe nada por acaso, seria de analizar as vítimas. Seriam crianças indigo? Crianças de luz? Ou apenas estavam no sítio errado, na hora errada?