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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Madeira


Na madrugada de Sábado passado, a belíssima ilha da Madeira foi assolada por um tremendo aluvião, termo que lá denomina, uma mistura de tempestade com inundação.
Nas primeiras imagens televisivas, que nos chegavam, não dava para perceber que se estava perante uma verdadeira catástrofe. Com o correr do tempo, se foi apercebendo, tristemente, diga-se de passagem, que o evento era bem pior do que se suponha à partida.
Resultando em mais de 4 dezenas de mortes, centenas de feridos, centenas de famílias desalojadas, sem contar com os desaparecidos.
Choveu em cinco horas o que a ilha regista num ano inteiro em pluviosidade.

Não interessa agora os bitaites de excelsos sapientes que nestas horas, sempre surgem a criticar o que deveria ter sido feito ou não.
No antes também não disseram nada. No após e como sempre nestas ocasiões, a concorrência comentarista é sempre farta.
O que na realidade aconteceu foi um imponderável. O Homem constrói até um determinado nível de segurança, depois do limite das margens de segurança a Natureza de vez em vez mostra que somos pequenos perante a sua força violenta e incompreendida.

O que se espera do Homem, agora que já passou. Passou o que aconteceu.
É a capacidade de reacção. Para tornar a ilha bonita, como era.
É preciso dinheiro, braços fortes, coordenação e principalmente ajustamento e ligação entre as várias instituições que podem intervir no terreno.

Os vivos que cuidem dos vivos. Os mortos que sejam amparados pelos que do outro lado existem.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Subtileza

Hoje façamos de conta que o Inferno Intrafísico em que vivemos é diferente. Na realidade é real. A beleza subtil e gigante que a Vida nos dá é infinita de tudo. Já cá estava antes de poluirmos este Planeta e cá estará quando desaparecermos de cá. A sua harmonia, inteligência e beleza mexe assombrosamente com o nosso interior intímo que cada um guarda secretamente.
Não compreendemos que somos todos parte integrante de um sistema - a Vida. Recebemos constantemente partículas cósmicas nos nossos braços, nas nossas cabeçinhas, em suma, na nossa derme. Como exteriorizamos para o Universo as nossas energias e pensamentos que deambulam pelo vácuo Universal.
Esta força também tem o seu lado negro, que, mostra-se com brutalidade, corta-a-direito, fustiga, destrói e não conhece ninguém quando lança a sua espada. Vão ricos, vão pobres, vão sobrinhos e afilhados. Vai tudo o que estiver à frente. Nas nossas cabecinhas é muito difícil perceber, o porquê ? Mas decerto haverá alguma razão.