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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Azul e Amarelo



De azul e amarelo, é o mundo individual que cada um no seu sonho e conceito de felicidade demanda.
Mas a vida, neste mundo tem muitas tonalidades,conexões e enganos. Formas de comunicação enviezadas, manipuladas, donde cabe a razão que cada um de nós trás, a certa e a errada.
Sendo seres que mal nos conhecemos, damos a entender que conhecemos muito, de nós e dos outros... E não percebemos, a tristeza e a alegria, o desespero e a euforia,
Há depressão, humilhação até à arrogância e à soberba.

Existe também sempre o processo, quando sentimos que chega a hora, não queremos, sabendo que a hora é inevitável, mas não queremos, porque está inculcado nas profundezas da nossa mente, que o mundo é de azul e amarelo... E não queremos...

Porque o mundo é azul e amarelo, como o filho do banqueiro de Wall Street que se suicida por incompatibilidade social (no popular in the school), como um pai centro-africano se desespera para alimentar o filho ou crianças desnutridas no interior do Cambodja que catam tarântulas para se alimentarem.

Porque o mundo é de azul e amarelo...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Demasiado tarde

Por vezes, às vezes e muitas das vezes é demasiado tarde...
Para muitas coisas, umas sem importância aparente no momento, somos muito naif no momento, mais tarde é que nos tornamos espertos e críticos. No momento é sempre muito difícil, pelo simples facto de ser a hora H.
Noutras coisas importantes a história repete-se, pelo simples facto, de o livre arbítrio, ser isso mesmo, livre.

Chegar a horas é chegar tarde, ao mesmo tempo, que mais vale tarde que nunca. Logo tudo é possível, quando no momento "parece" impossível, é uma questão de tempo.

Tanto como o tempo sobra e é difícil de passar, também o tempo falta. O tempo é contraditório, é relativo.
Não negoceia, nem adia, quando chega a hora, chega, não conhece ninguém, no sentido de dar mais um tempinho. Às vezes, dá tempo de mais.

São também recordações de outros tempos que nos fazem ser o que somos neste tempo.

O tempo, não é totalmente matemático, é diferente de uns para os outros e dos espaços. Mas também reserva uma hora para todos e aí, é igual, apenas em tempos diferentes.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Parábola


Parábola podem ser os intervenientes a esgrimir e gritar que são os que mais ajudam, os mais certos no argumento, ou até, os candidatos a possuidores da razão e do conhecimento, no que seja, o seu significado que aprouve onde melhor calhar.

Onde matematicamente (ciência fria), a parábola pode ser:

(x - h)^2 = 4p(y - k) \,
ou,
(y - k) = \frac{1}{4p}(x-h)^2 \,

Decerto ganharam um bilhete, num concurso de visão ponto-por-ponto com a ideia de que tinham a visão periférica, pelo menos assim lhes foi vendido e eles acreditaram.
O bilhete é portador incrustado de uma chave, a quem descobrir o segredo - mais bem guardado - abrirá a fechadura, do todo, em que o nada desempenha papel fulcral.
Mas, o nada não existe, basta nadar, seja em águas turvas ou límpidas, logo ele nada e dessa forma o nada existe.
Tal como o céu e a terra. O céu poderá não existir, pois quando algo cai do céu, apenas se deslocou de outro sítio para se estatelar na terra, que porventura, também, tinha céu, ou não, deambulava no vácuo, do espaço frio e longe, das estrelas, esquartilhadas pelos telescópios, uma parte apenas.
Repartidas do todo, a divisão nunca calha em partes iguais, daí as triolhentas histórias que se cruzam entre si, rimando com grilhetas. Não mais que pedaços de aço conjugados para reter ideias, essencialmente, nem que, para tal se detenha o corpete, revestido de carnete.

As ideias podem vir do fundo das vísceras e ser como um espelho. Como 1 e -1, 2 e -2 ..., reflectindo, de forma despida com defesas emocionais, protegidas por costas largas, mais ou menos chicoteadas, o mesmo, para onde se aponta o dedo inquisidor e arauto da verdade em que se acredita ou que foi muito bem vendida, a ideia.
Quando se reflecte esta verdade, ela incomoda, encadeia e por aí se enviuza... Para que se perpetue aquela ideia, bem impregnada, se não como programação, para não ganhar um carácter redutor, o ter de ser feliz...
Quando a felicidade é um conceito não explicável, mas que, quando muito bem vendido, o é!
Gananciosamente comprado, muito mais desdenhado...