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sábado, 18 de junho de 2011

Sky Dance


Através do sonho de uma menina que deseja dançar com as nuvens, este livro reflecte acerca da importância do intercâmbio cultural e do respeito entre as pessoas de diferentes proveniências. As suas páginas, onde se pode apreciar a presença constante do folclore latino-americano, contam a história de uma pequena povoação que vai crescendo, dia após dia, com os seus novos habitantes, que aí vão construindo as suas casas, ao mesmo tempo que partilham as suas experiências colectivas.

Do ponto de vista artístico, "Dançar nas nuvens" é um álbum de estilo naif e étnico, com ilustrações luminosas, exóticas e a transbordar de colorido. O texto, de frases curtas e descritivas, tem um enfoque acumulativo: a cada novo vizinho, a comunidade enriquece em costumes, música e aromas.

Mestiçagem, multiculturalidade, convivência e tolerância são conceitos que subjazem a esta obra, finalista do III Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, e que, tal como a sua protagonista, também incentiva os leitores a não deixarem de perseguir os seus próprios sonhos.

Sinopse do site Wook sobre o livro "Dançar nas nuvens" da argentina Vania Starkoff, que enfoca principalmente, o respeito das várias proveniências.

O vídeo em baixo - espectacular - é uma experiência, tal como se estivéssemos a pilotar uma avioneta pelos ares de França.
Até se sente o vento a bater na cara...

sábado, 24 de outubro de 2009

Caim

José Saramago, aparece com um livro, denominado Caim. A polémica instala-se, não fosse tratar-se de um assunto muito sensível, a Religião, em particular a Cristã e seu livro de suporte sagrado, a Bíblia.
Fosse o Alcorão, nem debate haveria!
Após várias conferências de apresentação do livro, compostas com frases fortes, em diminuição e até ridicularização do Livro Sacro, por muitos, apelidado de jogada de marketing, o certo é que criou debate. Debate profundo entre as pessoas que seguem estas coisas. Logo, intrínseco da natureza humana, se formaram barricadas, de um lado e do outro.
O termo Bíblia é mais lato, pois existem muitas bíblias - byblios/conceitos. Até o Diabo tem uma, que é maldita, o Codex Gigas.

Porque não aproveitar a embalagem e ir-se mais fundo no debate dos temas transcendentais?
Será que existimos? Será um sonho?
Vivemos ou sobre-vivemos? Vive-se após a morte?
Haverá outras frequências e dimensões energéticas? Elas se interagem ou não?
Porque vivemos um mundo físico contraditório? Para uns viverem outros terão que morrer?

O debate, desta sexta-feira à noite, entre o Padre Carreiras das Neves e José Saramago, foi bastante interessante.
A Igreja Católica, enviou um dos seus doutores, especialista das "ciências bíblicas", defender os seus pergaminhos, o professor da Universidade Católica, Joaquim Carreira das Neves.

Não sendo grande aficionado de Saramago, na minha opinião, esteve muito bem, aliás, o debate em si foi cordato e bem conduzido pelo jornalista Mário Crespo.
Levou Carreira das Neves a admitir que as histórias da Bíblia são invenções, criações literárias. Isto é muito importante, pois a Igreja, sempre tentou passar a ideia do sentido literal da escritura sagrada.
Saramago, já no fim, colocou duas questões importantíssimas; o direito à dissidência e o direito à heresia.

Não posso considerar é que a Bíblia não possa ser questionada, principalmente com o argumento de que é muito complexa e que tem de ser lida de determinada forma.
O que é que é complexo?
O que é que é simples?

O vídeo integral do debate na SIC Notícias, Jornal das 9.