terça-feira, 31 de maio de 2011

Dívida Pública vs Dívida Privada


Na maior parte dos países do chamado "mundo livre" da democracia, dos direitos e das liberdades individuais onde se cria uma mentalidade generalizada de que se tem de libertar os outros das ditaduras opressoras e por aí adiante, quando na verdade estão todos presos.
Existe um tecto onde não se pode ultrapassar, como por exemplo, a essência de fundo de certas áreas muito lucrativas da actividade económica, religiosa e política.

Nunca se chega aos podres profundos;
- da indústria do armamento que ano após ano produz cada vez mais e que tem de escoar o seu produto que, normalmente resulta no terror, de pessoas que morrem de verdade e muitas outras que ficam estropiadas para o resto de suas vidas.
- da indústria farmacêutica, onde uma parte de pessoas bem intencionadas suam as estopinhas para sintetizar num comprimido a redução da dor, por vezes, num simples comprimido existe mais investimento do que na produção de um Boeing ou de um Airbus. Mas existem as outras pessoas que jogam participações sociais das empresas que possuem os laboratórios onde trabalham os cientistas, nos casinos da manipulação, vulgo mercados financeiros, e que numa ultra-lógica de rentabilidade, na assumpção if then go to. Ou seja, curar a doença é menos rentável do que prolongar a doença de forma controlada de maneira que se mantenha o consumo de um determinado fármaco, há que priorizar. Porque que razão não deixarei de ter o meu iate, só porque uns desgraçadinhos do outro lado mundo morrem de diarreia? Quer se dizer...
- Por outro lado, uma questão de não somenos importância, a que ninguém liga, as abelhas estão a desaparecer.
- Cada vez produzimos mais plástico, na primeira década deste século, consumimos mais plástico que todo o século XX, com tudo o que isso acarreta no ambiente na proporcionalidade directa à importância que a sociedade liga a esta questão.

- Nas mais variadas religiões, onde as há para todos os gostos, onde existe toda uma panóplia de Deuses para adoração e ideias religiosas não factuais, onde sociedades inteiras escoam, o não explicado, o misterioso e o não previsível. Assim ficam acorrentadas a plancebos pensenais, não questionado nada mais fora das balizas de pensamento que cada religião coloca inteligentemente.

- Na política, normalmente existem dois partidos, um de centro-esquerda e outro de centro-direita, as siglas mudam de país para país, estas agremiações vão dando a ideia que lideram os seus países, governam com vista à próxima re-eleição, nunca numa visão de fundo, de longo prazo, verdadeiramente, para a população. Uns piores que outros.
Nesta conjuntura desfavorável em que vivemos, apesar de no mundo inteiro as populações, continuarem a trabalhar o que sempre trabalharam, a produzirem o que sempre produzirem...
Existem países da zona Euro a definhar numa estratégia muito venenosa, a Grécia já praticamente assumiu que não vai conseguir pagar. Portugal em finais de Maio recebeu a primeira tranche de 6 mil milhões de euros, em Junho vai receber outra de 4 mil milhões. O dinheiro "até" parece que se torra na mão dos decisores políticos.
Continuando a repetir a mensagem, tanto classe política, como os media, que é a ajuda, que vem mais ajuda. Não enganem as pessoas! Não é ajuda, aliás, como se sabe, ninguém ajuda ninguém de graça. São mais empréstimos sobre mais empréstimos, mais dívida a somar à existente, mais juros a pagar sobre os que se estão a vencer. É uma espiral negativa, de tal forma negra, porque, e esta é que é a verdade, não se vislumbra nenhum tipo de solução, é empurrar para a frente e ver até onde vai.

Em certas linhas de pensamento, mais pragmáticas e com mais noção de realidade, defendem a tese de que - "Isto está do caralho!"

O pequenito vídeo em baixo, consegue sintetizar todo este logro em que estamos metidos, pois cada um tem a sua quota parte de responsabilidade, a começar no voto.

Mas, em boa verdade, não saímos disto... O ser humano é o animal mais adaptável às circunstâncias. Já se adaptou ao seu quadradinho de existir, mesmo que meio curvado e sem grandes barulhos. Veja-se que são muitos poderes (que têm profissionais muito bem treinados) a fazer com que as populações em geral tenham com que pensar.
Eles jogam com isso!

4 comentários:

Diogo disse...

É necessário exterminar os bancos. Para tal, é necessário destruir os políticos e os Media (os seus dois braços). Não estou a brincar. Temos a obrigação de procurar os indivíduos responsáveis e limpar-lhes o sebo.

Abraço

Aldo Luiz disse...

Esta é a didática do escravagismo perpétuo.

Ao amigo Diogo, com todo o respeito por seus sentimentos; pergunto: de que servirá "exterminar" a banca e seus asseclas se a massa pensa preferir a escravidão da mentira dos cartões chipados do consumismo de lixos no confortável religioso robótico labirinto do nada? A massa não quer mudar, quer poder continuar o que supõe real. Rebanho de ovelhas, a massa não se acha escrava. Eunucos ignorantes agrilhoados diante da TV, do futebol, dos anestésicos, vagando sem rumo em seus cadeirantes automobilismos, seres maquinais ocos em que se deixaram transformar. Não há registro na história da humanidade de que ela haja, algum dia, se revoltado, verdadeiramente, contra qualquer ditadura. O poder, milenarmente, sempre manipulou e se utilizou dos revoltosos para suas justificativas.
Ainda afirmo que a grande e única revolução é intrapessoal e intransferível. Tiremos pacífica e conscientemente a obediência aos "estados" escravistas e a casa grande deles cai. Mas é preciso escolher querer mudar, revolucionar-se, primeiro internamente, de dentro para fora. Não há força verdadeira que não emane da consciência da própria força de nossa divina perfeição. Sinto muito, vos amo, sou grato.

Camolas disse...

Tratar-se-á porventura de uma evolução natural, de um jogo de Karmas em que alternadamente vamos fazendo de escravo e de senhor até que de uma vez por todas cagamos no status e quem sabe ...talvez vejamos a luz ao fundo túnel.
Bela postagem Zorze!

olivar disse...

Violência gera violência! Ora assim diz um dos cânones da psicanálise.
Será q os Bancos, o governo e as empresas têm culpa desta gente toda, comprar 2 ou 3 carros, ir constantemente de férias para as caraíbas, Mèxico, Brazil, Algarve (etc,etc), comprar 2ª/3ª casa, plasmas (em toda a casa), pôr as crianças em colégios "in" (na esperança dos seus filhos relacionarem-se com os dos ricos, e assim arranjarem um tacho no futuro!!), será mesmo culpa dessas entidades??????
Não será uma mentalidade "terceiromundista", do "goze agora, pague depois", q desde á pelo menos 20 anos criou "monstros" q deram origem á "geração á rásca"; p.e., havia papás q passavam menos bem para os meninos terem pópó para ir para a faculdade, ter um bom portátil, etc, etc, SERÀ MESMO?????????