terça-feira, 24 de junho de 2008

Brazonaria

Já tinha trazido este conceito para o blog, "Os Brazonados" (clica aqui para reler) .
Em resumo é uma mistura de; novos-ricos, trepadores sociais, classe emergente e arrogantezinhos de merda. Os que têm a mania de terem Brazão. Este tipo de raça (volta a estar na moda a raça) trespassa todas as classes sociais e áreas da economia. Pois o que a determina é um certo tipo de mentalidade humana mesquinha.
O outro ponto de vista que trago hoje, é esta classe no mundo do trabalho, ou melhor, no mundo do emprego.
Quando colocados em níveis inferiores reconhecem-se logo, são: os sabujos e os bufos. Andam sempre de um lado para o outro e dão uma falsa ideia de dinamismo, mas, o seu dia de trabalho espremido é quase igual a zero.
Agora, a coisa torna-se perigosa, quando, lhes atribuem cargos de chefia ou políticos. Ai é que a porca torce o rabo ! Um dos grandes problemas das nossas sociedades são os cargos intermédios. Quando esta Brazonada atinge um cargo de chefia, seja em; serviços públicos, hospitais, empresas privadas, escolas, etc. O respectivo serviço fica bloqueado, pois, não sabem trabalhar - apesar de precisarem de quem saiba -, têm medo de tomar decisões e normalmente fazem-se rodear de outros iguais, ou seja, mais sabujice e mais bufaria. Vão-se premiando uns aos outros, numa lógica de amén e vénias.
No dia-a-dia este tipo de gente é aquela que reclama por tudo e por nada. Entram numa loja e reclamam logo da funcionária por acharem que determinado produto deveria ter a cor de burro a fugir, pondo em causa o trabalho da mesma. Não têm pena e são mal educados.
São os que entregam os filhos na escola e se os petizes não aprendem ou se têm más notas a culpa, claro está, é do professor. Se tiverem uma empregada aos seus serviços, desgraçada da rapariga. É a geração dos direitos no limite do absurdo. Só vêm os seus direitos esquecendo-se os dos outros. São os grandes fomentadores da corrupção.
Esta canalha que mina o nosso País tem que ser denunciada e combatida. Quando confrontados com determinação e força, atrofiam-se, porque, regra geral são cobardes na sua essência.
Deixo aqui um vídeo que está a fazer muito sucesso em terras de Vera Cruz (que também tem muito desta brazonaria). A música é dedicada a este tipo de gentalha, com todo o meu amor e carinho.

domingo, 22 de junho de 2008

Nível de Baralhação

Já tenho este vídeo há uns anitos, o qual, correu meio-mundo via e-mail. Mostra muito bem o conceito de Baralhação. Na medida do Nível de Baralhação ponho; a confusão momentânea, a distracção, a capacidade de cada um ficar iludido e a reposição cerebral de voltar a pensar de forma lógica o mais rapidamente possível após um acontecimento supostamente anormal.

Exemplos que todos nós conhecemos do dia-a-dia em que pomos à prova os nossos Níveis de Baralhação:

- Brutal diarreia em sítio público (sem sabermos onde fica o W.C. mais próximo) com sons nos intestinos indiciadores de que vem aí Trovoada. Normalmente este tipo de Baralhação chega mesmo a bloquear os pensamentos.

- Fulano acorda e de repente começa a ver o Extrafísico. Se não houver uma boa compreensão do fenómeno a Baralhação pode mesmo levar à loucura.

- Quando descemos escadas no escuro e julgamos haver mais um degrau. São alguns segundos que o nosso cérebro demora a compreender que já não há mais degraus.

- Quando estamos numa fila e dá-nos a impressão que as outras estão a andar mais rápido. Quando passamos para a fila do lado continuamos com a mesma sensação.

- Quando o mundo está a descambar, e, alguns governantes garantem que tudo está bem.

Até que ponto vai o seu Nível de Baralhação ?



Publicado em simultâneo no Clube de Bloguistas Portugueses.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Terramoto de Sichuan

Recebi recentemente um mail muito curioso de uma amiga acerca do Terramoto de Sichuan - China ocorrido no passado dia 12 de Maio.
Em baixo estão duas fotografias tiradas antes do acontecimento. Parece que não são foto-montagens, mas nunca se sabe.
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Na verdade, não é a primeira vez que se suspeita da existência de uma correlacção entre determinadas formações de nuvens e a actividade sismíca mais intensa. Existe mesmo um grupo de sismologistas que se dedica a esta área, e que procura realizar predicções de tremores de terra com base nestes critérios, mas a sua via de investigação é considerada inválida pela maioria dos investigadores. Historicamente, essa ligação fora estabelecida pela primeira vez por um filósofo indiano Brihat Samhita, mais tarde, em 1994, o norte-americano de ascendência chinesa Zhonghao Shou fez várias previsões com base nessas correlacções encontradas em imagens de satélite e encontrou estas mesmas correlacções no tremor de terra de Sichuan (ver AQUI). O seu método tem uma precisão de 70%, muito mais elevada do que qualquer outro jamais apresentado, mas sendo o autor um químico de formação, continua a ser repudiado pela maioria dos sismólogos, que o dão como uma “espécie de lunático”, reeditando em certa medida o fenómeno da “Fusão Fria” (onde Pons e Fleischmann eram também químicos e não físicos nucleares…)
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Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, são os animais (que muitos chamam de irracionais) que conseguem prever com maior antecedência este fenómeno. Neste tipo de libertação de energia quando placas tectónicas se movem, que tem mais sensibilidade energética, assusta-se primeiro, os animais. Talvez consigam ver o bosão de Higgs - a partícula divina.
Em eventos de grande envergadura nascem sempre muitas especulações (delirios conspirativos), mas, porque não, questionar algumas delas ?
- Intervenção de alieníginas ?
- Grupo-carma, ou, carma colectivo ?
- HAARP ?
- 08/08/2008 ?




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Homenagem

Homenagem a Manuel de Lima. Homem coerente até ao fim. Aos 75 anos de vida intrafísica decidiu fazer o Terminus desta série existêncial.
Já há uns anos nos dizia que tinha a bala - bem guardada - com a qual se iria matar. Bem dito, bem certo. No dia 6 de Junho de 2008 cumpriu. As dores da coluna eram imensas ao ponto de ficar paralisado a qualquer momento. Não deixou as dores tomar conta dele, tomou ele conta das dores. Foi o mal menor.
Homem com uma sabedoria imensa e várias licenciaturas: Teologia, Letras, Música e afins. Auto-didacta acerca de variados assuntos, etimólogo de excelência. Era um ferveroso anti-religião, principalmente, a católica, pois conhecia-a por dentro e muito bem.
Pagou o preço da sua coerência ao nível financeiro. Não era um vendido. Sua coerência e honra passou para nós, membros do Jantar Tertúlias. Lima, Lima, Lima ... !
Tenho para mim que no dia 7 de Junho de 2008, os membros do Jantar Tertúlias estiveram no processo de ajuda no stress-pós-dessomático com Amparadores Extrafísicos especializados no assunto.
No passado dia 14 de Junho fizemos o Jantar de Homenagem - a missa do sétimo dia à nossa maneira - no mesmo restaurante. Fiz alguns vídeos com o meu telemóvel de meia geração, mas, como estávamos muito bubas resolvi não os pôr aqui. Trago um dos vários ( Novembro de 2007 ) que tenho o qual acho que é o melhor. Foi do último jantar intrafísico em que estivemos todos presentes.


The show must go on.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dinheiro

Hoje dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, trago - em coerência - um vídeo francês.
Dinheiro que por nós dá valor às coisas e pessoas.
Já ouvia há muito tempo - Dinheiro és do Diablo!
Cada vez mais concordo com Agostinho da Silva - Os Homens das cavernas é que eram felizes! Julgo eu, humildemente, que a partir daí foi sempre a descer.
Ao menos existe o Euromilhões para dar esperança. É o balão de oxigénio mental-somático.
A Vida é Bela.

sábado, 7 de junho de 2008

Fatia do Bolo

Com a entrada da China e India, a procura da energia e dos alimentos, disparou. Nos dias em que vivemos hoje a culpa são dos dois. É óbvio que mudou algo. Agora estes dois Países também querem o seu quinhão do bolo e têm direito a isso. Desequilibraram os mercados em geral. Pretexto óptimo para os grandes especuladores fazerem o que melhor sabem fazer, desvirtuar preços para no final obterem maior lucro. Já nos anos 70 se dizia - Quando a China acordar o mundo tremerá !
Melhor, a Globalização, sempre existiu, desde que o Homem começou a caminhar neste Planeta. O grande desenvolvimento das tecnologias de comunicação vieram dar um maior ênfase a esta questão. Padroniza-se hoje com mais facilidade e aceitação do que com regimes autoritários e ditatoriais, porque, a democracia e liberdade dão um certo tipo de legitimidade legal e social. Existem milhentas de teorias de conspiração, e cada um tem uma ou várias, mas, facto é que está em curso um programa de dominação da Humanidade. Como ao longo da História, sempre, se tentou dominar o mundo. Nos dias de hoje vivemos a Era Imperial Americana com vários suportes multi-dimensionais.
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- A retirada da capacidade de decisão das Pessoas.
- Estupifidicação em massa. Hoje estupidifica-se Global.
- Manipulação dos preços dos bens. Hoje manipula-se Global.
A retirada da capacidade de decisão é a ferramenta mais potente em vigor nos nossos dias. Controla-se eficazmente os media, pois, o jornalista aventureiro acaba no descrédito. O Homem Endividado que vive para pedir num lado para tapar noutro lado. É um Homem controlado e manietado. Dos mais lucrativos do sistema financeiro.
Os media "fusionados" e controlados por cada vez menos grupos económicos dão a festa e diversão que as massas querem para se alienarem dos seus problemas do dia-a-dia. Se possível em cada País alguém terá que ter na mão um grupo televisivo. Desinforma-se não escondendo, mas sim, dando toneladas de informação enveiezada.
E um dos grandes problemas, os mercados financeiros, que, sob uma capa de legalidade, seriedade e credibilidade desvirtuam preços a uma velocidade alarmante. Quem verdadeiramente domina e tenta dominar em absoluto usa esta ferramenta com um pretexto óptimo para iludir, dissimular e esconder. Sobe o valor de algo para daí retirar lucro. Desce para se comprar Empresas e mercadorias abaixo do suposto preço de mercado. Se morre gente do outro lado do mundo com fome, quem quer saber ? É como jogar na roleta e apostar no vermelho e preto em simultâneo, e ganhar, quer saía, vermelho ou preto. Antes da bola rolar já se sabe que vai ganhar. Havendo uma ilusão de escolha, é toda a natureza humana metida lá dentro.
No recente/velho binómio esquerda ou direita o rumo politico segue na mesma direcção. Deixando a ilusão de possibilidade de escolha às massas. Quando à partida a matriz já está escolhida.
Foram e são contratados os melhores em várias áreas científicas: matemática, psicologia, sociologia, genética, analistas de vária ordem, físicos, químicos, informáticos, economistas e especialistas em fenómenos para-normais. Que pensam e repensam todos os dias, ajustes a uma estratégia em que cada um é uma mini-peça num maxi-mecanismo.
Estão acima dos Estados, e apostam, numa economia cada vez mais liberalizada e selvática, no intuito de, forçar a grande crise. Nem que seja através do Terror. Por forma a que seja aceite por todos o seu domínio. A mensagem que deixo é - Eles não sabem tudo, e, também têm medo!
No mundo ocidental e liberalizado existem hoje dois grandes chavões que bloqueiam a expansão do livre pensamento.
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Quando alguém tenta mostrar as incongruências do mundo liberalizado e selvagem dos números, aparece quem atire - Deves ser comunista ! O complexo comunista (que não tem nada a ver) tão bem explicado no livro de Viviane Forrester " O Horror Económico ".
O outro em que sempre que aparece um indivíduo a colocar questões, há quem atire - E quais são as soluções que apresenta ? Como se fosse obrigatório para questionar algo, tivesse que se dar a solução para todos os problemas do mundo. E assim mata-se à nascença qualquer tipo de tentativa de apresentar outras visões, embrionárias, mesmo que ridiculas.
Pois é a fatia do bolo. Cada vez nos dão a parecer que é mais pequena.
Publicado em simultâneo no Blogue Alternativas .

terça-feira, 3 de junho de 2008

Norway

Recebi este mail (ligeiramente modificado por mim) há uns anitos que guardei no meu departamento de Filosofias. Continua bem actual e é uma lição para os nossos politicos de algibeira e nossos empresários visionários. Quanto ao florescimento das economias nórdicas, que têm muito que se lhe diga, fica para outras calendas , mas, facto, é que o frio nórdico...
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Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa e do Mundo. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh , nem em auto-estradas ( só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.
É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, País de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar.
E, já agora, os políticos. Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu.
Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos.
Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.
Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.
Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores quatrocentos salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.
Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros.
Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», tipo Pires de Lima ou Dias loureiro, para depois exigirem isenções e subsídios.
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho
andado para nos civilizarmos
...


Com o (des)governo que temos tido, até dá uma vontadezita de emigrar ? Não dá ?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Coisas Imaginárias

Das várias definições de ficção escolhi esta da Enciclopédia Larousse: "Acto ou efeito de simular, fingimento; criação do imaginário, aquilo que pertence à imaginação, ao irreal; fantasia, invenção". Isto para chegarmos à ideia que vivemos num mundo completamente ficcionado, refiro-me aos preços de bens materias e não materiais. A Lei da oferta e da procura serviria na sua génese para equilibrar preços e produções consoante as variáveis da oferta e procura. A explicação lógica tem a melhor das intenções, logo, viveríamos num mundo mais justo e com o preço mais justo. Só que a natureza humana consegue desvirtuar em absoluto este sistema, que, poderia resultar numa comunidade de seres éticos e com respeito pelo o próximo. Mas como o nosso estado evolutivo ainda é a selva, acontece exactamente o contrário.
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Vejamos, na nossa sociedade, uma pessoa que fala sozinha, que diz que vê coisas que mais ninguém vê, diz-se logo que está maluquinho ou não é muito certo da cabeça. Vamos agora supôr a seguinte situação:
"Um homem chega a casa depois da sua jornada de trabalho e a sua mulher pergunta-lhe como correu o seu dia, ao qual ele responde - Olha eu hoje comprei uma produção de trigo que ainda não existe e vendi 2 toneladas de café da Indonésia que ainda não foi cultivada e tenho três petroleiros parados no oceano à espera que o preço suba mais um pouco. A mulher diz-lhe - Querido voltaste a esquecer-te de tomar o Prozac outra vez!" (esta última sou eu a brincar).
Ou seja, o mercado de capitais, é o irreal, aquilo que não existe, a ficção, só que, revestido de seriedade, credibilidade porque se dá valor a isso. Todos os dias úteis se transfere muito, muito dinheiro de uns para outros. É tudo virtual. Ninguém vê a cor do dinheiro. Tudo contabilisticamente guardado em suportes informáticos.
Há muitos anos na América alguns financeiros propuseram a agricultores que lhe davam X pela sua próxima produção. O agricultor que dependia do factor climatérico para ganhar mais ou menos, aceitava, porque assim, tinha um rendimento certo. Então se tinha um ano muito bom e o lucro da sua produção era X+Y ele ficava com o X contratado com o financeiro e este ficava com o Y. Se fosse ao contrário ganhava na mesma o X e ficava o financeiro com o prejuízo. Assim foram os primódios dos futuros. Hoje é muito mais complexo, mas, a base é igual.
Que o diga o Société Générale (banco francês) que no ano passado - por intermédio de um seu funcionário - perdeu muitos milhões de euros, ou seja, passaram para outras mãos. Os responsáveis logo se descartaram de que nada sabiam, nem os auditores, ninguém sabia de nada. Descredibilizaram o rapaz dizendo que ele não era muito certo e tal, técnica habitual. Só que, quando ganhava dinheiro para o banco estava tudo bem.
Os preços das acções das empresas não reflectem o real valor das mesmas. Especula-se, espalham-se boatos, são dadas informações a conta-gotas, tudo, para manipular os preços, e claro está, ganhar dinheiro. Há conta de quem ? Não interessa.
Nos luxuosos restaurantes de Manhattan decide-se o fecho de fábricas no outro lado do mundo. Importa lá se há pessoas que deram quase uma vida inteira de trabalho para a empresa. Tudo está no deve e haver.
Veja-se por exemplo o caso da Galp no Brasil. Estratégicamente sai a informação que se descobriu mais um poço de petróleo e logo as acções disparam. Quando já têem a informação toda, compassam-na no tempo para subir o valor das acções a seu bel-prazer.

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Diamantes, outro exemplo, de manipulação artificial de preços. Sei através de um familiar que trabalhou muitos anos numa Companhia Belga na Lunda Norte em Angola que diamantes há muitos. Mesmo muitos. E que depois da independência também serviu para financiar a máquina de guerra da UNITA. Nos pescoços de muitas madames brazonadas e nas colecções de jóias de casas reais está uma pequena percentagem dos diamantes prospectados e lapidados. Existe um monopólio de algumas Companhias Belgas e Holandesas que compram tudo o que aparece e guardam, muito bem guardadinho em Antuérpia e Amsterdão (do que se sabe) muitos diamantes em bruto vindos de África, de zonas de guerra, alguns ainda vêem com sangue de alguém que foi para o Extrafísico. Mas, facto, é que o diamante, é uma pedra preciosa, uma pedra rara e valiosa. Morre gente em guerras inócuas, gente que fica estropiada e crianças que ficam sem Pais. Mas o Preço é que interessa. Azar de quem foi apanhado no meio. Interesses mais relevantes se impõem. O Filme "Blood Diamonds" feito para o mass-market e tirando as Loves Stories que adornam habitualmente estes produtos, está muito bom e mostra bem a questão dos diamantes em África.

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A questão do sub-prime americano outra ficção imaginária da sobre-valorização dos imóveis, serve de desculpa para tudo, quando se fala de que isto está mau. Lá muita gente não consegue pagar os empréstimos, depois os bancos executam as hipotecas, no final as habitações valem muito menos do que está escriturado e o valor que lhes dão nem dá para limpar o rabo.
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Por fim a Galp. Todos batem na Galp nos dias de hoje. Entre as petrolíferas a Galp é o elo mais fraco, todos nós sabemos. Mas volto à questão ética. Obviamente que esta situação tem suporte legal e admnistrativo. Mas moral e éticamente como é possível a mesma empresa que compra o petróleo no mesmo fornecedor, refina nas mesmas instalações, tem preços muito diferentes em Elvas e Badajoz. É uma questão a pensar. O nosso (des)governo diz que não tem margem orçamental para baixar o ISP mas não tem qualquer problema em estar a ganhar mais receita com o aumento dos preços.
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Qualquer semelhança com a realidade deste post é pura coincidência.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tetris

Descobri hoje os gadgets google para blogs. Como es possible ?
Ao lado tem um tradutor um pouco melhor do que já havia, e no fundo deste site, bem lá no fundinho, está o jogo do Tetris. Portanto liguem a música do Finetunes ao lado e se não tiverem pachorra para ler os posts vão lá no fundinho e sempre jogam um Tetris. É melhor usar as teclas do Keypad, porque, as do Cursor movem a página e é uma confusão. Espero que se viciem. Quando se tem um vício tem-se dois ou três. Um vício abre as avenidas do prazer. Ou então, se tiverem alguém por perto a chatear-vos, sempre podem utilizar a frase inventada por um pensador português - Hoje não dá, é que tenhos jogos para jogar !
"Tetris é um jogo electrónico muito popular, desenvolvido em 1985-1986 por Alexey Pajitnov, Dmitry Pavlovsky e Vadim Gerasimov. Pajitnov e Pavlovsky eram engenheiros informáticos no Centro de Computadores da Academia Russa das Ciências e Vadim era um aluno com 16 anos.
O objetivo do jogo é encaixar
tetraminós, que são peças de diversos formatos que descem do topo de uma tela. Quando uma linha é completada, desaparece e dá pontos extras ao jogador. O jogo termina quando as linhas incompletas se empilham até o topo da tela do jogo.
Um dos jogos mais viciantes do início da era dos computadores pessoais, Tetris foi ganhando uma legião de fãs e muitas versões à medida que estes computadores foram evoluindo."
(in wikipedia)