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segunda-feira, 25 de abril de 2011

32 de Abril


Estiquem a corda até mais não, estiquem a corda!
Estiquem-na e depois um dia verão, a compensação da raiva.

Existem, milhares e milhares, que na penumbra da noite - basta um - seja colocado em ON.
Estão à coca, à espreita, para atacar à traição, sem escrúpulos e sem pena.
Basta ver os sinais, um pouco por todo o mundo as bombas relógio que estão a arrebentar.

Com bruxaria, ou com mau-olhado ou mesmo, pura fisicalidade, e pior, não se sabe donde vêm. Vêm de certo, por quem menos se espera e esse é letal, se nada tiver a perder, mais violento se tornará e muitos com forças estranhas aos olhos da normalidade.

Estamos à beira... Tal e qual o colapso.

Estiquem a corda e depois verão penas e plumas de almofadas a pairar.
Estiquem, estiquem ...!

Como numa tarde de sol, conduzindo por estradas que nos levam por caminhos incertos.
Depois não venham com lamúrias, já estivemos mais longe...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Natural Mystic Live


Entre montanhas e escarpas, entre boas e más ondas, vivem os que respiram em sintonia contrária ao pulsar do piso que pululam.
Da pobreza à riqueza, seja, espiritual ou material, sejam as duas misturadas. Vive-se em razões separadas. Fruto do caos organizacional do que não tem jeito de ser de outra forma.

Será a ordem natural das coisas?
Ou será a aleatoriedade de destinos imprevisíveis?
Ou outra qualquer coisa?
E o que é a coisa?
Porque não questionar a coisa?
E se a coisa não existe?
Daí outra coisa existirá?
E se for nada?
Será o nada alguma coisa?

Sendo que a grande maioria believe apenas e só no que vê, ouve e lê (por outro iguais a eles, believers das mesmas coisas), constatam uma verdade vestida de mentira. São uma fracção de existência temporal.
Se é que, quando supostamente deixarão de existir, não levarão nada e sem hipótese de negociação, o que os faz correr tanto?

Uma doce menina manifestando-se noutro estado dimensional, enquanto seu corpo físico se encontrava em estado de cataplexia projectiva consciente com um elevado percentual de lucidez questionava - Me diz! Vem cá, como é a morte?
Enquanto um grupo de senhoras se aproximavam da conscin, uma delas diz - A morte é como a vida. Olha eu não morri, continuo viva. Estou aqui como se estivesse viva, só que de maneira diferente.

Tudo é como tudo. Uns bradam aos céus, outros auspiciam ao convencimento de outros e mais 1001 daqueles outros.
Tudo é possível, até as impossíveis...

Não acredite no que leu, nesta cantiga, nesta lenga-lenga. Se acredita pesquise, questione e principalmente, tome em conta as experiências que viveu e vive.
Sem esquecer que em tudo também existe em paralelo o lado negro da questão, é como se fosse uma segunda matinée.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Marília

(1)

Preparava o jantar com um enorme carinho, mas, porque à hora aleatória não estava pronto, comeu no focinho. Muito bonita e airosa, murraças lhe trespassaram o corpo, frágil e de pescoço fino.
Habituada a uma vida maldita, seguia sempre para a frente, o nó na garganta, um górdio incómodo.
Na mente sempre as duas filhinhas, uma com quatro, outra com nove. A mais velha já começava a perceber algumas coisas.
À noite servia de tapete de serviço para um bruto, sujo e de fedorácia transpirada asfixiá.

Enquanto pequenita, ninguém se questionou, sobre o seu olhar para o vazio, limbo. Pequenita e rechonchuda, cedo despertou a cobiça do tio.
Aprendeu que tem de valer por si e partir para a frente. Pôs o divórcio em cima da mesa, sabendo de antemão, o calvário de valentes tareias que tinha de percorrer.
Uma das vezes, até de cinto apanhou. O Benfica tinha perdido com um penalti no último minuto. Encaixou a fava do árbitro.
Tantas vezes mal fodida, inundada, enojada, encolhida e enconada.

Após o divórcio, o tribunal estabeleceu uma pensão. O animal nunca a pagou.
Nisto, certo dia, a administração da fábrica onde trabalhava, convocou um plenário. Apareceu um corto-maltese, muito bem parecido e equilibradamente loquaz, de gel e câns pintadas, com fato de preçário acima do salário mínimo.
Esta nossa pequenita, calada e quieta, Marília, não está para aí virada. Sabe que tem de ir para a frente. Sabe que o que teve, é fruto do seu trabalho, nunca teve benesses, nem a tal se candidatou.

Mês após mês, as finanças iam definhando. Agora sozinha, com duas filhas e a pagar uma renda de uma casa que nunca seria dela.
Com o cheque do subsídio de desemprego na mão, certa vez no banco, um engano ocorreu.
O funcionário diz-lhe, Houve um engano, você tem de devolver os €400 e eu anular o movimento, foi um erro do sistema.
A nossa pequenita, No fim do mês eu regularizo. Você não está a entender, tem que me devolver o dinheiro e depois fala com o gerente. Então eu falo com ele. Ele não está, só vem à tarde. Então venho à tarde falar com ele, no fim do mês eu pago.
Nisto, a nossa pequenita por dentro vibrava, mais, sangrava. No impasse, pegou na sua sacolinha e andou muito depressa, no sentido da porta de saída.
Para pessoas honestas, estas coisas doem a dobrar. Mas aqueles €400 muito jeito deram, um balão de oxigénio, apenas €400...
Acertou o colega do lado, deixa... Palpite certeiro, pois no fim do mês, ela correspondeu.

Na carreira sub-urbana, na fila de trás sentadinha, por entre os pés molhados, consequência de um capetinha que passou de propósito na poça em frente à paragem, gozando o seu meio-minuto de prazer, segurava uma saca plástica que continha uma toalhinha bordada que tinha visto na promoção. E que bem que ficava na mesa da cozinha!
Recostou-se no casaquinho de malha, já meio húmido, do cacimbo que caía, numa noite que volta sem precisar de despertador. Ela olhava pela janela, tremelique, consoante as travadas de um empregado esquadrilhado para chegar em casa.

Esta nossa, pequenita, calada e quieta Marília!

Nostálgica do trabalho - esta nossa pequenita trabalhava que se fartava! -, da companhia das colegas, não compreendia o fecho, pois tanto trabalho havia.
O que não sabia esta nossa pequenita, calada e quieta, Marília, é que do outro lado do mundo em restaurantes top building, piano-bar 24H em turnos de 8H, com vistas 360º, se discutiam assuntos como down-sizing, lay-offs, custos de exploração, rendibilidade e a puta do caralho que nem um broche em condições era capaz de fazer. Joe, esta philipinnes ainda vêm do mato, as mexicans ao menos, barateiras, não comprometiam. I´m sorry boss, o próximo lote será de melhor qualidade. I´m sorry! Enquanto se passam gráficos Excel de exercícios trimestrais.

Esta nossa pequenita, calada e quieta, Marília, recebe um short message service (SMS) de uma ex-colega, que conseguiu um franchising de serviços rápidos de costura. Não prometeu salário, mas receberia à peça. Em pouco, esta nossa pequenita equilibrou as finanças, pois trabalhava que se desunhava.
Esta nossa pequenita, calada e quieta, Marília.

À noite, deitadinha, ela reza. Rezas improvisadas, reza pelas filhas. O que ela não sabe, é que suas preces são ouvidas.
De manhã, enquanto percorre a pé, o seu caminho, entidades, elementos que através do vento, dos raios solares, sabedores de todas as histórias, ainda se vão se surpreendendo com estas forças estranhas. Percorrem-lhe o corpo, sentido a energia, desta força sobrenatural.
Esta nossa pequenita, calada e quieta, Marília, é tremenda, um colosso, um verdadeiro poço de energia.
Arrebitada, de passo firme, ela avança com toda a confiança.

Esta nossa, pequenita, calada e quieta, Marília.


(2)


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

(1) Paula Rego, colecção "Mulher-Cão".
(2) Deep Forest - Marta's Song.

sábado, 25 de julho de 2009

Jugoslávia, como é que foi possível?

A união da Jugoslávia foi mantida com pulso firme e carismático no pós II Guerra Mundial pelo Marechal Tito. Um dos fundadores do movimento dos Não-Alinhados, quando o mundo vivia uma dicotomia política.
Após a sua morte em 1980, e com uma espécie de liderança rotativa deixada por si como legado, a Jugoslávia foi-se desmembrando aos poucos. Definhando...
As vozes ultra-nacionalistas ganham força, e ao fim de aproximadamente uma década, descamba para uma guerra que se iria tornar insana. Exacerbaram-se os ódios, fundamentalmente étnicos, e chegou-se à guerra total.
Os opressores de ontem são as vítimas do amanhã, e assim continuamente. Não saímos desta espiral destrutiva e sempre a descer no que toca ao desenvolvimento da Humanidade.



As guerras, no seu meandro, forjam líderes, e nos nacionalistas sérvios emergiu um líder militar, Arkan e suas forças Arkan Tiger's. Temido na guerra e morto num átrio de um hotel em Belgrado à queima roupa por um encapuzado
Herói ou vilão?
Criminoso ou salvador e vingador de um povo?
Depende do lado de que se está da História.



Se nascesse ali, não mataria ou violaria, etnias com religiões diferentes da minha? Muito provavelmente que sim, poderia ser até dos mais inflamados, ou não...
É complexo, sempre a desculpa, que justifica a falta de argumentos éticos, é que é muito complexo.

Esta gente não entende.
Sempre com a história de que é preciso tomar partido.
No parco nível de desenvolvimento consciencial, é ainda uma birra, o fazer esta questão. De tão preenchida de ignorância que está vestida.
Todos os dias aparecem vendedores da Herbalife e da Amway ou o marroquino que num ombro carregado de tapetes e no outro ventoínhas e berlicoques em tardes de verões abrasadores.
Tudo se vende e se não, convence-se a comprar. Do chá de Roibos da África do Sul ou bonecos miniatura Gengis Khan da Mongólia.
A tortura, a injustiça, os mecanismos para torcer a mente, o tentar quebrar a personalidade. Todos os lados estão manchados de sangue.
- Disparar à vontade, até deixá-los à beira da loucura!
Em quantos idiomas foi proferida esta mensagem? Quantas ideologias mascararam a verdade da razão?



A excelsa e arrogante natureza humana. Que de um alto ilusório julga fazer sombra do resto. Aos poucos e numa percentagem muito ínfima vai percebendo que os restantes animais são dotados de emoções e inteligência. Por vezes, de forma mais intensa e pureza difícil de entender. Quando nós entre nós somos os piores selvagens, quanto mais, compreender as subtilezas da vida animal.

Por vezes até dá vontade de chorar, noutras o corpo já não tem lágrimas.
É uma questão de ligação ao sistema nervoso, apreendido primeiro pelo sistema ocular e auditivo, que após processamento bio-químico, produz interacções que ligam neurónios a outros neurónios, formando assim sinapses. Na sua multiplicação formam redes.



Por tudo isso, acredito pouco, nesta e presente natureza humana, capaz de fazer o mal como forma de vida, e aceite por uma maioria que fecha os olhos a injustiças.

Grande parte não fui eu, foram espíritos que induziram as ideias.
Isto do extrafísico é muito bonito, mas, não é apenas - I can see death people!
Há um preço a pagar, e tomar as dores de outros.

A Besta, somos nós como espécie, se duvida, coloque um espelho... Se se partir, entra no campo do azar.

domingo, 19 de abril de 2009

The Obama Deception

A decepção para a maior parte, para outros nem tanto. Um vídeo que de certeza não verá na TV.
Uma verdade relativa dos intermediários que servem quem está acima da política, dos governos e dos que acreditam na esperança e na mudança. Palavras de código, tal e qual como uma espécie de lavagem cerebral a nível planetário como "change", " hope" e "yes, we can" correm mundo.
A manipulação da fé como controlo das expectativas, como sempre foi, na história da dominação dos povos. Il mensagero quase perfeito.
O vídeo em baixo ainda sem legendagem em português, anda a correr pela Internet a uma velocidade estonteante. Mas, contando, que quem vê, é apenas uma pequeníssima percentagem da população. Entende-la, reduz ainda mais essa percentagem.
Nunca se deve tomar a informação como verdade absoluta e manter sempre um espírito crítico.
Lembrando que quanto maior for a mentira, mais gente acreditará nela. Sabe quem o disse?