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sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

Enquanto aguardava, com a concerteza de que iríamos ter com ele, sentado num banco de jardim composto por magnólias e orquídeas, entre outras. Esfumaçando a sua cigarrilha de café com leite, sussurrando ao mesmo tempo, aos mais curiosos e afoitos - Venham até mim, meus meninos! Não tenham medo de mim, pois, vos saúdo!
Ao lado uma menina, pré-adulta de cabelos compridos e escorridos, negros como a noite, com um casaco comprido, acima das canelas, de desenhos dourados aleatórios, mas simétricos. Esticadita a menina segura com as suas duas mãos uma mala. Tinha um olhar vectorial e mal morto, meio côncavo, mal se mexia. Branca, branca, que parecia uma alma!
Por uma vez, levou uma das mãos até ao seu plexo-solar e fez o sinal de O.K., revelando nos seus três dedos; grande, anelar e mindinho, três 6 desenhados. 666, o que será? O que será, será...
Numa porta nova, um relógio, às cores, esperava as horas do seu tempo, para entrar a horas, sabendo de antemão que, chegar a horas é chegar tarde.
De soslaio, observava a Circunstanza, a sempre mal-fadada, das fadas. Carrega nos seus ombros, qual Atlas, a vida de muita gente, como porcelana, desfeita em cacos. Pergunta se não sabem o que é cola, de que é possível juntar peça-a-peça, enfadada com essas peças.
Nem por acaso que se vestem, nestas ocasiões para dar sorte, umas cuecas, com o rótulo de origem, enfiado no rabo.
Aliás, nestas questões, pode ser como um ovo, ou como um melão... Tudo tem a sua lógica... Mais ou menos, porque na zona cinzenta, está o resto que falta, aquele que não dá zero, outras matemáticas, imprecisamente!



GNR - Quando o Telefone Pecca

domingo, 17 de maio de 2009

Atlas

Atlas é a figura mitológica grega conhecida por carregar o globo em ombros. Condenado para sempre por Zéus, porque com outros titãs atacarem e combaterem ferozmente para alcançarem o poder supremo no Olimpo.
Foi também o primeiro rei da mítica Atlântida. Casou com Pleione e com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades.
Além de dar o nome a enciclopédias, também baptiza a primeira vértebra cervical, aludindo ao local onde carregou sua condenação. Caso para dizer, que todos nós temos um Atlas dentro de nós!
Além de ser na cartografia, o colectivo dos mapas do planeta Terra.

Peso carregado em vão, pois a falsidade, a hipocrisia e o desmazelo de quem o habita não merecia tal empenho.
Vivemos num mundo de aparências, que com as suas hipocrisias condenam hordas de milhões à terrível miséria. Miseráveis esses que sonham com outras vidas miseráveis, a dos supostos residentes do primeiro mundo, que com uma afinada máquina de marketing vendem felicidade até aos ratos de esgoto.
Os felizes, são os melhores clientes da indústria farmacêutica, de profissionais da Psicologia e da Psiquiatria, dos terapeutas encartados, do Xanax e do Prozac, e claro, o professor Bambo, também, o mestre internacional Karamba.

No estado actual da civilização, se assim a podemos chamar, ainda esperançamos um Salvador e fazemos muitas queixinhas, muitas queixinhas.
O mundo não tem um livro de reclamações, azar meridional!
Um espelho mental pode ajudar, na percepção de que o mundo ainda está nas nossas mãos.
Conheça-se a si próprio e conhecerá melhor o meio que o envolve.