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domingo, 17 de maio de 2009

Atlas

Atlas é a figura mitológica grega conhecida por carregar o globo em ombros. Condenado para sempre por Zéus, porque com outros titãs atacarem e combaterem ferozmente para alcançarem o poder supremo no Olimpo.
Foi também o primeiro rei da mítica Atlântida. Casou com Pleione e com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades.
Além de dar o nome a enciclopédias, também baptiza a primeira vértebra cervical, aludindo ao local onde carregou sua condenação. Caso para dizer, que todos nós temos um Atlas dentro de nós!
Além de ser na cartografia, o colectivo dos mapas do planeta Terra.

Peso carregado em vão, pois a falsidade, a hipocrisia e o desmazelo de quem o habita não merecia tal empenho.
Vivemos num mundo de aparências, que com as suas hipocrisias condenam hordas de milhões à terrível miséria. Miseráveis esses que sonham com outras vidas miseráveis, a dos supostos residentes do primeiro mundo, que com uma afinada máquina de marketing vendem felicidade até aos ratos de esgoto.
Os felizes, são os melhores clientes da indústria farmacêutica, de profissionais da Psicologia e da Psiquiatria, dos terapeutas encartados, do Xanax e do Prozac, e claro, o professor Bambo, também, o mestre internacional Karamba.

No estado actual da civilização, se assim a podemos chamar, ainda esperançamos um Salvador e fazemos muitas queixinhas, muitas queixinhas.
O mundo não tem um livro de reclamações, azar meridional!
Um espelho mental pode ajudar, na percepção de que o mundo ainda está nas nossas mãos.
Conheça-se a si próprio e conhecerá melhor o meio que o envolve.