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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lenga - lenga



Vivemos a época da lenga-lenga.
O vídeo acima é um pequeno momento estilo Manoel de Oliveira, observatório de tempo. É a janela pela qual por vezes no escuro da noite me projecto extrafísicamente. Quase sempre amparado, a projecção da consciência é assistida, factor de medição da minha maturidade consciencial.
Nos finais de tarde e com leves brisas, o espaço físico ganha um aspecto cromático que me agrada os sentidos, não tivesse eu escolhido cortinados de cor amarelo torrado.

Existem nos dias de hoje tantas lengas-lengas que acabo por acreditar na minha lenga-lenga.
Teoria desenvolvida há poucos dias, em forma de placebo, num esquizofrénico.
Até ficou bem, a lenga-lenga, como uma espécie de centralidade. Quando a cabeça fugir para outras realidades ilusórias, lembrar a lenga-lenga de histórias repetitivas, será uma forma de pôr atrás das costas coisas imaginárias, que no real afectam pessoas.

No dia-a-dia é só lengas-lengas derivada da moenga e que resulta da lenga muito lenga de um povo acabrunhado e que saltita de cócoras num alimentador de submissão que dá pelo nome de partidos de poder de alternância.
Bares de Alterne que alimentam "muito boa gente". Relembro as meritosas palavras de Avelino Ferreira Torres: - Sejam sérios, pelo menos uma vez na vida, sejam sérios!
Ou Isaltino à saída do tribunal: - Eu sou um inocente!
E colmatando, Fátima Felgueiras: - "... nunca houve nada que não fosse rigor e honestidade ... "
Estes candidatos a anjos negros, desconhecem o que os espera no pós-dessoma. E lá, já há quem esteja a afiar a moca e de olhar psicótico, tal é o chinfrim.

Mas a lenga-lenga é de uma abrangência enorme, pois quem a propaga distribui "taças de arroz" mentais aos seus fiéis súbditos.
Da fome esganada e concorrencial, resultam ao que parece, taças vazias, partidas e quebradas. A disputa é feroz e macaca.

Existem lengas-lengas para todos os gostos.

No vídeo em baixo em total coerência plástica fica uma força da natureza energética, Ivete Sangalo em Sorte Grande em toda a magia Candomblé inerente, não por menos Bahia ser Terra de Encantos, com o foco central na sua capital Salvador. Ao que a uma Baiana vestida de branco não diria que não.
Não obstante o Olho Grande plasmado por antigos na nota de 1 dólar. O olho que tudo vê, a si inclusivamente.

domingo, 17 de maio de 2009

Atlas

Atlas é a figura mitológica grega conhecida por carregar o globo em ombros. Condenado para sempre por Zéus, porque com outros titãs atacarem e combaterem ferozmente para alcançarem o poder supremo no Olimpo.
Foi também o primeiro rei da mítica Atlântida. Casou com Pleione e com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades.
Além de dar o nome a enciclopédias, também baptiza a primeira vértebra cervical, aludindo ao local onde carregou sua condenação. Caso para dizer, que todos nós temos um Atlas dentro de nós!
Além de ser na cartografia, o colectivo dos mapas do planeta Terra.

Peso carregado em vão, pois a falsidade, a hipocrisia e o desmazelo de quem o habita não merecia tal empenho.
Vivemos num mundo de aparências, que com as suas hipocrisias condenam hordas de milhões à terrível miséria. Miseráveis esses que sonham com outras vidas miseráveis, a dos supostos residentes do primeiro mundo, que com uma afinada máquina de marketing vendem felicidade até aos ratos de esgoto.
Os felizes, são os melhores clientes da indústria farmacêutica, de profissionais da Psicologia e da Psiquiatria, dos terapeutas encartados, do Xanax e do Prozac, e claro, o professor Bambo, também, o mestre internacional Karamba.

No estado actual da civilização, se assim a podemos chamar, ainda esperançamos um Salvador e fazemos muitas queixinhas, muitas queixinhas.
O mundo não tem um livro de reclamações, azar meridional!
Um espelho mental pode ajudar, na percepção de que o mundo ainda está nas nossas mãos.
Conheça-se a si próprio e conhecerá melhor o meio que o envolve.