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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os boys da e@selvinha

Há uns anos e quando já pagava o telemóvel há 40 anos deslocava-me sentadinho num táxi verde e preto pelas ruas de Lisboa, quando de repente ocorre-me uma visão, a entrar claramente no campo do paranormal.
Ao mesmo tempo que tentava situar-me no espaço e no tempo avaliando se não seria uma clarividência viajora, tal o fenómeno que me ocorria.
O motorista do carro de praça era o Sr. Aguiar que ia a guiar o veículo automóvel de forma competente. Ao passar pelo edifício designado por ser a casa dos representantes do povo, a visão ficou mais clara, de cor parlamenta.
A visão era tri-dimensional de formato poligonal, atravessava as paredes. Além de ver, ouvia-se. Ouvia-se um chinfrim contínuo. Era o fim da macacada!
Via macacos em cima de fotocopiadoras. Macacos a morderem faxes. Macacos a comerem outros macacos. Era uma autêntica luta selvática e até pélvica.
Alguns brandiam relatórios, outros cagavam pelas janelas, outros em passos perdidos faziam o pino e com as patas sincronizavam batidas em écrans touch-screen, outros urinavam pelas estátuas, onde 99% da água percorria traços físicos outrora esculpidos cuidadosamente.

Em flashes via pela janela do táxi, pessoas a catar lixo de baldes, alguns sentados ao sol, apesar de estar a chover, uns berravam, outros limpavam. Sempre a acreditar na macacada que lá dentro se pendurava nos candeeiros e fazia: úh, úh, com um leve assobiar.

Espera aí! Vem cá! Me diz uma coisa! Pensei... Pode ser da ingestão de alimentos produzidos massivamente, cheios de larvas e bactérias mas pintados e polidos, são consumidos. Por isso a pele parece meio amacacada, suponho claro...
Desde que se respeitem os normativos vigentes e o clausulado contratado, conforme a lei.

Muitos deles pensavam que eram Tarzan´s, tarzanitos provavelmente...

Em inglês técnico moderno - It's a jungle life.