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domingo, 16 de janeiro de 2011

Michael Jackson, acidente ou silenciamento ?

Numa primeira versão, fabricada para alimentar a voracidade dos media, acerca da morte de Michael Jackson, ficou a ideia generalizada de que ocorrera um acidente médico, derivado do abuso de substâncias químicas, principalmente, analgésicos para a dor nas costas.
Será que foi mesmo assim?
Quem era o médico que, supostamente, lhe administrou as drogas? Porquê a azáfama de relatórios, que se desmultiplicaram, no seio de vários serviços secretos relativos ao assunto?
O que realmente estava em questão, e dessa, aquilo que é sonegado diariamente às populações, porque existem círculos de influências que determinam e moldam a informação que melhor nutre a carência de sociedades cada vez mais vazias de valores, de sentido ético e fundamentalmente, a perca do instinto humano das pessoas serem.

O seu enorme sucesso, foi também a sua desgraça. Pelo seu talento, transformou-se na ferramenta ideal, o ideal canal de comunicação para as massas, que poucos querem controlar.
Quando deixou-o de o ser, quase da noite para o dia, empreendeu-se uma das maiores campanhas de descredibilização de uma pessoa que há memória.
Era o preto que queria ser branco, quando afinal sofria de uma doença rara de despigmentação da pele, vitiligo, a qual, a forma como a contraiu com contornos muito estranhos.
Mas isso não chegava, já tinha os holofotes mundiais focados em si. Foram as histórias de pedofilia, o qual se pôs a jeito, fruto de alguma inocência, mas onde, diga-se em abono da verdade, pais sem escrúpulos aproveitaram-se da situação para estorquir umas massas.
Construiu-se todo um verdadeiro freak-show à volta da pessoa, a que, a sua imagem física também não ajudava, mas o que interessa no final, é que o circo já estava montado e a padronização dessa coisa monstruosa, chamada de opinião pública, já estava formada.
Tenha-se em conta, a pressão!
O próximo vídeo, mesmo descontando alguns exageros, levanta muitas dúvidas.



Logo muito jovem, mostrou um talento natural e invulgar. É sempre bom lembrar, que à falta de ecletismo das pessoas em geral, por serem terrivelmente parciais, como também a insuficiente abertura mental para tudo o que nos rodeia, na sua área de actuação ele era o melhor. Na música e na dança, ultrapassou os limites, foi mais para lá. Bateu os recordes de vendas de Elvis Presley e dos The Beattles, por isso ele era muito importante para determinados círculos de influência.
Além de um enorme talento, reconhecido por mesmo quem não apreciava o seu género musical, era um enorme profissional do show biz, com tudo o que isso acarreta. Inventou passos de dança, deslizava no palco como ninguém e tinha um jogo de pernas inigualável. Fruto de muito trabalho, de persistência, até aos limites das dores o permitirem.
O vídeo em baixo, é de ver até ao fim, um enorme Billie Jean, deixando os seus espectadores completamente delirantes.



Na fase final de sua vida, as suas mensagens continham além da sua revolta, conteúdos políticos bem demarcados. Por coincidência, já não com o mesmo sucesso de outrora, apesar da maior profundidade.
Foi cantar "They Don´t Care About Us", numa das favelas do Rio de Janeiro, bem como, produzia músicas generalistas da raça humana.
O sistema, as super-estruturas, as sociedades secretas ou o que lhes queiram chamar, aproveitaram-se do seu enorme talento, conquanto mestre de diversão de massas, quando ele se apercebeu da monstruosidade que o manipulava e tentou exterioriza-la um pouco, foi silenciado.
Foi limpinho... apesar das pontas soltas.

Em baixo, Liberian Girl.

sábado, 27 de junho de 2009

Michael Jackson

Michael Jackson, indivíduo que viveu uma vida anormal. Por volta dos cinco anos de idade já brilhava nos palcos acompanhado de seus irmãos. Eram os Jackson Five. Menino prodígio foi-lhe vedada a infância e adolescência. Escravo da editora Motown e de seu Pai que lhe chegava o cinto nas falhas dos ensaios. Trabalhava horas a fio.
Mas o menino tinha um talento natural, todo ele, era musicalidade. Na forma de cantar, de dançar e até na raiva sub-liminar que foi passando ao longo de sua carreira.
Quando entrou na fase adulta foi-se desligando aos poucos da família que o explorava e asfixiava e em 1979, já liberto de amarras, lançou o primeiro álbum a solo, " Don't Stop 'Til You Get Enough ". Tal foi o sucesso e tal a explosão de energia que chamou a atenção de outros interesses.
Aqueles passinhos - pé, joelho e anca - estavam muito à frente para a época. Todo o movimento, o brilhozinho dos olhos e a alegria como canta, mostra que à priori estávamos perante uma boa alma. Com muito soul.



Em 1984, com Thriller, arrebenta com todas as tabelas de medição de sucesso comercial. Torna-se um ícone comercial. Ano malogrado aquando das filmagens de um anúncio para a PEPSI e um acidente pirotécnico lhe causa queimaduras de 2º grau na cabeça. Começam as plásticas e daí em crescendo. Faltou-lhe um staff mais inteligente no aconselhamento.



Logo a seguir, umas das minhas preferidas - Beat it.



Com uma tremenda projecção mediática, ao nível estratosférico e com muitos "olhos" em cima dele vai ao Brasil e numa das favelas cariocas efectua o vídeo - Eles não querem saber de vocês!
Numa primeira vista, parece simples, mas as nuances estão lá.




Por esta altura a degradação física começa por ser demais evidente. Mas para quem vivenciou tal pressão mediática em nossos tempos, sem ciências sociais e teóricas capazes tecnicamente de enquadrar tão complexa vida. Não existiam bases de comparação. Eram milhões e milhões a sugarem a energia de uma só pessoa. De tão vampirizada, vai construindo couraças. As excentricidades são uma das defesas.
Num Planeta sub-humano e ainda pouco desenvolvido consciencialmente, inconscientemente vai sofrendo as terríveis purgas de inveja, meias-verdades e acusações de todo o tipo.



O vídeo a seguir foi um dos últimos, em que Michael Jackson já era uma aberração física, Cry, um dos melhores. Na linha universalista de Ser.




A sua discografia é imensa, mas fica aqui Man in a mirror, com um vídeo muito bem conseguido com uma música impressionante.

Michael Jackson - Man In the Mirror



Conheceu o lado negro da fama, com as acusações de pedofilia. Julgo que de facto o que aconteceu foi que os Paizinhos viram ali um filão de ouro para explorar. Com tal projecção mediática seria fácil forçar indemnizações de milhões.
Michael, figura tímida e de voz fininha, transfigurava-se em cima do palco. E aí era explosivo, feroz, soberbo.
Sintomático, é o álbum de música mais vendido em todo o Planeta, tratar de mortos-vivos e zombies.