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quinta-feira, 15 de abril de 2010

ChatRoulette

É o novo fenómeno da Internet, pode-se até dizer que é a Internet no seu estado mais livre e puro, porém é de avisar ao internauta mais sensível que pode ter surpresas desagradáveis. É que neste sítio tudo é possível, ou seja, o(a) voyeur sob a capa do anonimato total faz coisas que até ao seu parceiro(a) não faria. Ali faz as maluquices mais escondidas nos recônditos espaços guardados nos seus cérebros. O site é Chatroulette.com (clica aqui para ir lá).
O sítio virtual foi criado por Andrey Ternovskiy, jovem moscovita russo de 17 anos, farto do Facebook e de comunicar com os seus amigos no Skype. Inicialmente teve a ajuda financeira dos pais para a criação do site, numa fase posterior com o patrocínio de um site do tipo find daters. O espaço neste momento vale milhões, aliás pela projecção mediática induzida pelos grandes media internacionais.
O site não tem nenhum objectivo, o internauta chega lá e não tem de fazer nenhum registo, não tem de se identificar, nada. Entra, permite a visualização da webcam e do audio, espera um pouco que a aplicação corra e já está lançado.
Depois, é a aleatoriedade total. Uma imagem vídeo em directo sua com outra qualquer em qualquer parte do mundo, com a particularidade da tecla F9, que passa para outro(a) qualquer.
Em quinze minutos, vê-se dezenas de pessoas, nalguns casos são autênticos freak-shows, por isso é necessário um bom jogo de cintura a nível mental.
Ainda hoje e quando falava com os meus colegas acerca das experiências que tive e as ordinarices que vi, eles ficaram malucos, por isso hoje nem lá vou, não vá me cruzar no chat com alguns deles em cenas menos próprias. Eu quando lá vou não me paro de rir, para quem tenha um bom balanceamento mental, aquilo para rir é do melhor.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma espécie de Freak-Show


Na última madrugada acordei a meio da noite para mijar. Reparei que o meu braço esquerdo tinha ficado por baixo do corpo e a mão totalmente dobrada. Tinha o braço totalmente dormente. Pensei, volto a dormir e amanhã já passou. Puro engano, no braço, tudo ok, mas a mão ficou ao pendurão. Mexia para lá e para cá, pensando, já passa. Mas o passar tem o seu próprio ritmo e a mão ficou em pendurão. Muito bem é para durar, tranquilo. Rapidamente me adaptei, o pior foi abotoar a camisa, a gravata nem tanto. Mas vi que tinha coisa para durar.
Conduzir, outro obstáculo, com a mão direita agarrava na outra e atirava-a para cima do volante, e aí ficava atachada. Com o tempo ia ganhando sensibilidade nos dedos. Para fazer fazer pisca para a esquerda, deixava o braço escorregar na manete dos piscas.
No trabalho parecia um deficiente, com a mão torta para um lado, disfarçava dos clientes, por quem já tem uns anitos da coisa.
A meio da manhã o colega do lado solta - Andaste a esgalhá-lo... e tal e coiso!
Respondi que isso faria com a outra, pois sou destro.
Umas horas depois diz - Epá ó Zorze, vê lá se essa merda não é uma trombose, já estou a ficar preocupado.
- Não , não é! Não me dói nada, apenas não consigo mexer a mão. Deve ser pulso aberto.
Ao longo do dia os dedos foram se mexendo, a mão é que tem o seu tempo, melhor os tendões.
Nisto sobressalta a "expertize" medicinal solidária; põe óleo de cânfora, põe numa bacia de água quente com sal marinho, põe em água morna, põe pomada, vai ao médico, etc., etc...

Certo é que andam por aí uns espíritos de acidente à solta, os meus amigos e amigas, já se estão curando, a belissíma Ana Camarra com uma perna esquadrilhada e o meu grande amigo CasadeGenteDoida com uma suposta angina de peito.
Isto é que vai uma invalidez, do arco-da-velha.

Incapacitado, não deixei de fazer umas dezenas de kms. trabalhei note-to-note, não faltei, nem meti baixa, os clientes mal notaram. Não é para ganhar prémios, é uma questão de convicção.