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segunda-feira, 5 de março de 2012

Se não têm pão, que comam brioches!


Esta frase é atribuída a Maria Antonieta ( Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine ) rainha de França que viria a ser guilhotinada após os desenvolvimentos da revolução Francesa de 1789.
Entre os historiadores não é consensual que a célebre frase tenha sido proferida pela rainha a uma das suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer.
Era considerada pelos influentes economistas da época, Turgot e Necker, a "madame déficit". Viria a ser guilhotinada após de dois meses de conciergerie, a 16 de Outubro de 1793.
Foi nesta revolução que nasceram os conceitos de esquerda e direita, consoante se sentavam na Assembleia pós-revolução, jacobinos, girondinos, sans-cullotes, monárquicos, proprietários rurais e por aí adiante.

Independentemente da verdadeira autora da frase, ela encerra em si mesma, uma mentalidade meio ingénua, meio naif, de quem não tinha a verdadeira noção do momento, nas suas várias valências; políticas, económicas e sociais. Ou seja, nunca souberam as dificuldades que os povos que representam e nos quais tomam decisões.

O actual governo português, vive nesse anátema.
Em primeiro lugar, funciona meramente como uma sucursal dos seus credores externos. Em vez de governar para o bem estar e desenvolvimento da nação, a sua lógica é de empobrecê-lo.
Em segundo lugar, a lógica de quem não concorde, que emigre.
Logicamente, que este governo está errado de fio a pavio. Mais grave, estando convicto, ou pior, transmitido a ideia de que está a fazer tudo o que é correcto.
Coloca-se aquela questão, de que a maior parte já sabe a resposta - Mas para é que quem este governo governa realmente ?
Até dá pena, ver estes meninos, no meio dos grandes galifões internacionais, especuladores, traders, que jogam com toda a força, contra os imberbes e inseguros.

Enquanto por um lado, vemos um ministro das finanças quase de cócoras a agradecer ao seu congénere alemão, o eventual alargamento dos prazos de retorno financeiro - "Muito agradecido, muito agradecido!", enquanto fazia vénias de vassalagem. Obviamente, que Gaspar confirmou que aquelas imagens nunca deveriam ter sido emitidas, tal a humilhação, o que na verdade ocorreu foi mostrar o espelho da realidade em que vivemos, um verdadeiro apêndice europeu.

Por outro lado, a verdadeira energia do "Se não têm pão, que comam brioches!", vem do deputado do CDS (ex-jota), João Almeida, referindo-se à nova lei de mobilidade da função pública -"Os funcionários públicos que entendam que a mobilidade proposta não é solução podem, no seu interesse, negociar a rescisão".
Não lembra a ninguém tamanha inocência, o pujé não tem conhecimento de todo, o país em que habita.

Estamos entregues ...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma espécie de Freak-Show


Na última madrugada acordei a meio da noite para mijar. Reparei que o meu braço esquerdo tinha ficado por baixo do corpo e a mão totalmente dobrada. Tinha o braço totalmente dormente. Pensei, volto a dormir e amanhã já passou. Puro engano, no braço, tudo ok, mas a mão ficou ao pendurão. Mexia para lá e para cá, pensando, já passa. Mas o passar tem o seu próprio ritmo e a mão ficou em pendurão. Muito bem é para durar, tranquilo. Rapidamente me adaptei, o pior foi abotoar a camisa, a gravata nem tanto. Mas vi que tinha coisa para durar.
Conduzir, outro obstáculo, com a mão direita agarrava na outra e atirava-a para cima do volante, e aí ficava atachada. Com o tempo ia ganhando sensibilidade nos dedos. Para fazer fazer pisca para a esquerda, deixava o braço escorregar na manete dos piscas.
No trabalho parecia um deficiente, com a mão torta para um lado, disfarçava dos clientes, por quem já tem uns anitos da coisa.
A meio da manhã o colega do lado solta - Andaste a esgalhá-lo... e tal e coiso!
Respondi que isso faria com a outra, pois sou destro.
Umas horas depois diz - Epá ó Zorze, vê lá se essa merda não é uma trombose, já estou a ficar preocupado.
- Não , não é! Não me dói nada, apenas não consigo mexer a mão. Deve ser pulso aberto.
Ao longo do dia os dedos foram se mexendo, a mão é que tem o seu tempo, melhor os tendões.
Nisto sobressalta a "expertize" medicinal solidária; põe óleo de cânfora, põe numa bacia de água quente com sal marinho, põe em água morna, põe pomada, vai ao médico, etc., etc...

Certo é que andam por aí uns espíritos de acidente à solta, os meus amigos e amigas, já se estão curando, a belissíma Ana Camarra com uma perna esquadrilhada e o meu grande amigo CasadeGenteDoida com uma suposta angina de peito.
Isto é que vai uma invalidez, do arco-da-velha.

Incapacitado, não deixei de fazer umas dezenas de kms. trabalhei note-to-note, não faltei, nem meti baixa, os clientes mal notaram. Não é para ganhar prémios, é uma questão de convicção.