Há coisas do arco-da-velha. O meu computas de à uns tempos para cá ia-se abaixo das canetas. Esperava um pouquinho e voltava-o a ligar. Mas na terça-feira passada foi-se de vez. Já nem com milagres o rapaz ressuscitava.
Começando a perder alguma da minha serenidade, pensei num taco de basebol e arreiar-lhe forte e feio, desancar com toda a força no lombo, para doer a sério. Mas lembrando a regra de O'Rourke "Nunca lute contra um objecto inanimado", não passou de um fugaz pensamento.A seguir, pensei atira-lo pela janela e vê-lo desfazer-se no meio da rua em milhentos de cacos tecnológicos. Esperando ver a tal probabilidade muito ínfima da existência de uma ordem no meio do caos em que se passasse um vendaval o montasse certinho e direitinho, o computador. Mas é mais fácil acertar no Euromilhões do que tal acontecesse. A probabilidade elevada seriam as queixas dos vizinhos.
