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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Move Closer


Hoje ao amanhecer, quando me dirigia para o trabalho, salta-me do rádio a canção Move Closer interpretada por Phyllis Nelson.
Por breves momentos pensei em fechar os olhos e transportar-me para um mundo de paz e segurança. Onde tudo tem sentido e todos os seus actores sabem o papel a desempenhar, numa lógica de harmonia com toda a envolvência envolvente.
Não abri, porque não fechei os olhos. Ponderei que não seria o mais adequado, pois sendo, o meu estado presente, estar a conduzir um veículo automóvel numa auto-estrada.
Mas, como seres incoerentes que somos, mesmo sem fechar os olhos, fiz batota. Viajei para fora dali, deixando o comando do carro nos comandos dos automatismos que o nosso cérebro proporciona.

Estou certo de que estou incerto, mas, incerto sei que estou certo.
Entre as duas, a minha infinita ignorância. Certo que estou longe, muito longe do conhecimento total.
Certo, que esse conceito não exista, mesmo assim, incerto.
Defino-me como incoerente coerente, estou certo disso, um dia porém, poderei estar incerto disso.
Certo de que existe um Universo, e nele, vários Universos contidos. Desde o insecto-folha a uma hipernova, relativizando a força das forças, sendo a base semelhante.
A vontade e os critérios que a proporcionam, que, afinal podem ser quaisquer uns.

Num átimo, em velocidade de um instante de átomo, cheguei ao destino.
Desligo o carro, abro a porta e todo um som caótico me prende ao momento.
Durante o trajecto percorrido, não reparei em quase nada, cheguei ali em piloto automático, retomei o controlo da atenção dos momentos, mas perdendo a outra, para a qual, não existe no nosso cerebelo automatismos, pois essa outra, precisa de muito de nós.

Nisto ao final da tarde, fui cortar o cabelo. Vá lá, aparar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Já me lixaram

Agora com esta lei é que me lixaram. Atendendo que é um avanço civilizacional do qual eu concordo, estou afim de abandalhar um pouco. Pois a liberdade também foi outro avanço civilizacional ( apesar de o meu fumo ir contra a liberdade dos outros ) isto é muito complicado ou se calhar muito simples.
Apesar de eu expirar o fumo pelo canto da boca - tipo de esguelha - e com muito cuidado para não prejudicar ninguém ou tipo Brejnev que irei pôr nos próximos dias um vídeo explicativo.
Que o diga a menina Silvia sempre que eu dirigia e abria o vidro do carro para fumar, ou os meninos Tito e Escudeiro companheiros de luta que tiveram que gramar com o meu fumo. From those about the smoke i salute you.
E nesta luta ilusória errada qual D. Quixote, acabo por ficar cada vez mais sozinho. O meu amigo Engineer Bruno já deixou o vício à alguns anos e o outro meu amigo banker-boy Sérgio já desde Março. Realmente será que é uma conspiração contra je.
Voltemos ao vício da nicotina que é o mais poderoso do planeta. Todos os vícios, sejam quais forem abrem as chamadas avenidas do prazer: drogas, alimentícias, adrenalíticas, sexuais, mentais, etc, etc, etc. Mas a nicotina é a única em que quando se experimenta sabe mal, enjoa, faz dores de cabeça, fica-se mal disposto. Ou seja, força-se para obter o vício. Depois quando estiver agarrado é que são elas. Essa é que é essa.
Hoje dia 2 de Janeiro, dia da minha tolerância de ponto, fui até um café ler o jornalito e beber o meu xiripitizito. E adivinhem ? Não podia fumar onde sempre fumei. Como é que pode ser ? Um gajo ali todo encolhido e o caraças !
A minha genética, a minha Raça de Portuga Puro não foi feita para estas mariquices. Como vos tava contando no tal barzito ouvi um comentário muito interessante, díscutivel é certo, mas, eu gosto muito da sabedoria popular - O Sócrates quer é apaneilerizar o povo - e quem fala assim não é gago.
Sabendo que tou errado, tou errado e tal ...
Talvez me vejam amanhã a mastigar umas pastilhas Nicorette ou afins.