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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Zona Cinzenta

Não mais que de umas das forças mais poderosas do tudo em que coexistimos, seja a da progenitora.
Existem mães que deitam os filhos no caixote do lixo, mas existem outras que fazem das tripas coração para os ter limpinhos, educa-los e alimenta-los.
Muita das vezes contrariando as leis da física conhecida presentemente, e num óbvio desproporcional entre massa corporal e carregamento de objectos em escadas ou superfícies... Vão construindo os seus ninhos, assegurando o conforto. Conforto esse que perpetua a sobrevivência e daí a existência.

Mas que força carregamos dentro de nós?
Essa força estranha?
Capaz de travar terramotos e amenizar tsunamis?
No limite do absurdo, um simples bater de asas de uma borboleta é capaz de proporcionar um furacão do outro lado do mundo.

E não existe apenas este mundo. Existem mundos infinitos. Infinitas dimensões existenciais.
Mesmo que os olhos não vejam e daí a percepção não acreditar. Uma coisa é certa.
Eles (os outros ou os falecidos) acreditam em vós.
Na maior parte não para vos ajudar, mas sim, para obter algo que sacie o seu interesse, sem apercebimento do assédio pelo sugado.

O que resulta numa correria de choramingas para psicólogos e pseudo-terapeutas sem fim. Quando estes últimos também carecem de ajuda espiritual. Desconhecendo o plano geral estragam-se um ao outro. O paciente e o suposto resolvedor.

Tal como a corrupção que não terá fim, enquanto não se quebrar o elo pela raiz, ela se alimentará por si própria - Se não for eu a ganhar, será outro.
Apesar de temos uma força estranha dentro de nós, não exclusiva do ser humano, pois somos arrogantes e possuidores de uma falsa sensação de superioridade. O facto é que essa força é transversal a todas as espécies que habitam entre nós.
Desde as mais delicadas às mais brutas, na sua forma de manifestação. Também às que lambem feridas.
Relembrar que existem entre nós espécies de vida de uma delicadeza tal, que já existiam antes de nós e que irão existir depois de nós.

Pessoas que vivem firmamente plantadas na Terra, a passagem será mais agreste, pois será um momento. Haverá outras que no meio, que por encruzilhadas da vida, já entraram na zona cinzenta. Vivem os vários mundos, num só, na sua vivência e com tudo isso que acarreta.
Não é conhecimento, mas algo, que já vem impregnado no nosso ADN, e que um clique desperta.
A questão é balenciar a informação.

Mas que força é esta vinda de dentro de nós?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cadeira do Diabo

Cadeira do Diabo - "Devil's Chair", filme potente, leva a outro patamar os filmes do género, os filmes de terror.
Adam Mason e Simon Boyes, dois jovens realizadores britânicos chamaram a atenção da grande produção cinematográfica de Hollywood, principalmente, com o seu filme quase amador - "Broken".

Em "Devil's Chair", elevam o patamar da qualidade dentro do género. Chegando ao nível das obras-primas como; "The Shining" com Jack Nicholson, realizado por Stanley Kubrick e "American Psycho" com Christian Bale, escrito por Bret Easton Ellis, onde este faz uma tremenda sátira à sociedade yuppie.
Também as sequelas de grande sucesso comercial, "Poltergeist", "Pesadelo em Elm Street" e "Exorcista", este último fortemente marcado pela concepção da igreja católica.

"Devil's Chair", tal como, os seus realizadores afirmam, apesar de toda a liberdade que lhes deram, tiveram que moldar algumas cenas, para que o filme entrasse bem no crivo Hollywood.
Lembra a questão dos clínicos anos loucos da década de 50, onde na psicologia e na psiquiatria se fizeram experiências que foram muito para além do razoável. Através de Blackwater, personagem criada para o efeito, foi o criador da cadeira, psicólogo ostracizado pela comunidade científica da época, devida às suas experiências e propostas de teses.
Propõe a pergunta que nenhum psicólogo se atreve a fazer - E se o louco, não é louco ...?
Com as experiências na cadeira em seus doentes, devido aos seus condicionalismos psico-somáticos infligidos nos experimentados, os resultados eram surpreendentes. Ele crê, que pode ter aberto um portal para outra dimensão através da cadeira.

Os doze últimos minutos, onde foi dada total liberdade criativa à dupla criadora do filme, onde os realizadores se sentiram mais "eles cinematográficamente", resultam numa terrível brutalidade, forte ritmo e intensidade, revelando que para a mente humana, não há impossíveis.
O filme é pesado, logo não é recomendado a pessoas mais susceptíveis, mas a quem quiser fazer uma viagem aos meandros da mente humana é um filme imperdível.