domingo, 2 de dezembro de 2012

Entre 1643 e 1715...



Esta conversa ocorreu entre 1643 e 1715, um diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral "Le Diable Rouge", de Antoine Rault:


Colbert;- Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarin;- Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert:- Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarin;- Criando outros.

Colbert;- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarin: -Sim, é impossível.

Colbert: - E sobre os ricos ?

Mazarin: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: - Então, como fazemos ?

Mazarin: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhe tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhe tiramos. 
Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!

...

Esta "conversa" já vem de à séculos, as massas comem por norma o que lhes atiram... Despertar consciências é uma tarefa mental-somática mais difícil do que parece!
Sem esquecer, que já desde os tempos em que éramos macacada, já fazíamos política...

A evolução não pára, nem estagna... É uma jornada sem fim!

El Che ...Vive!


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

7 comentários:

Diogo disse...

A classe média está a cair toda na pobreza. Não há poços sem fundo.

Abraço

Aldo Luiz disse...

Caros amigos.
Bom ano para todos! Todas as bençãos!
Foi e é ótimo conviver com todas as diferenças, os infinitos espelhos e ângulos desta unidade que emana do centro criador de onde tudo vem e para onde tudo vai. Continuemos nosso treinamento de amor incondicional, este é o propósito de nossas existências, seja na beira mar ou no interior, todos buscam sempre mais amor.
Os dedos nas mágoas do mundo são para não perdermos de vista o necessário perdão aos que pensaram poder nos ferir. Perdão a nós mesmos, com nossos programas e memórias escravagistas, nossos verdadeiros únicos escravizadores carcereiros.

Que o ano traga a luz que extingue esta escuridão que nos impede ver o quão vazio é este labirinto do nada em que nos deixamos aprisionar.

Que cada um nesta noite possa admirar as miríades de estrelas e refletir sobre a imensidão da oportunidade deste momento.

Feliz oportunidade nova a cada agora deste 2013, a todos; sem exceções.
Bendita seja a Internet. Longa e saudável vida a todos.
Vos amo e sou grato.

Anónimo disse...

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casadegentedoida disse...

O Fim está Próximo!
O fim do trabalho remunerado, o fim do dinheiro em abundância, o fim das regalias, o fim das mordomias, o fim de tudo de bom que conheciamos e disfrutávamos.
O Fim se aproxima!

Luís disse...

Companheiro, esta é uma visita rápida, serve apenas para
apresentar e divulgar “o blog
2013 – Centenário de Álvaro Cunhal "
Esperamos visitas de retribuição e colaboração.
Os autores

Anónimo disse...

Boa informação, o melhor post útil, Obrigado por this.I partes vão voltar a ler mais.

Anónimo disse...

Hello. And Bye.