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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que fazer para os portugueses acordarem ?


Com o país sob ataque cerrado interna e externamente, o seu povo vai sendo asfixiado mês a mês.
O salário cada vez mais curto e as despesas a subir, seja em; impostos, combustíveis, alimentação, material escolar e todos eles combinados entre si, vão cortando sem piedade o oxigénio dos orçamentos familiares. 

Rendimentos familiares portugueses esses, que endémicamente sempre andaram muito abaixo da média europeia, são os que constantemente estão sob pressão dos políticos do "arco governativo", dirigentes de associações empresariais, banqueiros e empresários, de que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Ou seja, na verdade quem vive muito acima das suas possibilidades e das que o país consegue realmente pagar, são os que dizem que quem vive com os salários mais apertados, vivem acima das suas possibilidades.

Portugal apresenta as maiores desigualdades mundiais na distribuição da riqueza, pegando só na amostra das empresas do índice bolsista PSI-20, a décalage do rendimento mensal entre o admnistrador de topo até ao funcionário de nível mais baixo, a desigualdade é das maiores da europa.
Portugal tem muitas posições com salários e regalias bem chorudas bem acima da média europeia, desde; empresas públicas da admnistração central e local, funções governativas e respectivas assessorias, fundações de todo o tipo e tachos de toda a espécie.

Afinal quem vive acima das suas possibilidades ?

Portugal vive num ciclo de corrupção e interesses infernal. Para o liquidar de raíz, os portugueses fora desse ciclo, que são a grande maioria, teriam que fazer essa chatice que é votar e votar bem seria fora dos partidos auto-apelidados de arco governativo, ou seja, PSD/CDS e PS.
Porque grande parte dos deputados e governantes desses partidos, trabalham para as grandes multinacionais que interessa reduzir o custo do trabalho e maximizar o lucro.
Os grandes escritórios de advogados que através dos seus deputados ensarilham como podem a legislação nacional
Na área da construção civil e das obras públicas onde se sucedem obras supérfluas e sem sentido, onde o esbulho do erário público é demasiadamente evidente.
No sector financeiro e na área da saúde privada inter-ligada entre si, destruindo o sector público da saúde e gradualmente transformando o utente para cliente, esta é das mentalidades mais preversas que se estão a instalar.
O dinheiro existe, anda é há décadas a ser mal canalizado segundo os interesses da população portuguesa e a enriquecer pornográficamente alguns.

O vídeo em baixo é uma entrevista - fora dos grandes canais televisivos - ao professor universitário Paulo Morais, ex-vice da Câmara Municipal do Porto (PSD), onde explica concisa e sintéticamente o modus vivendi da corrupção lusa, ganha maior relevância por ser de alguém que esteve dentro do sistema.

O que fazer para os portugueses acordarem ? Será com desenhos, talvez ...




Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

3 comentários:

  1. Onde me encontro, não tenho infelizmente capacidade de ver o vídeo (que verei dentro de uma semana).

    Uma revolução séria só poderá ser feita por pessoas informadas na Internet e que se sentem afogadas economicamente. Eu defendo que pequenos grupos de cidadãos contratem assassinos e comecem a limpar o sebo à escumalha política, legislativa, mediática e bancária. E se não se tem capacidade de chegar ao mais alto, abate-se o mais baixo.

    Abraço.

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  2. Grande Paulo Morais! Que se gere um movimento em torno dele para o colocar na chefia do governo.

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  3. Diogo, gostei muito do teu primeiro comentário. Por algum lado deve-se começar. Há que fazer algo. Aqueles que estão mais próximos da escumalha e que se sentem prejudicados devem tomar a iniciativa. Existem tantos métodos simples e com bons resultados. É só quererem.
    Abraços.

    Isto é mesmo uma casadegentedoida.

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