terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Je l'aime à mourir


Existem pessoas capazes de morrerem pela pátria, outros muitos, morreram por ela.
Na luta, em guerras injustas e por convicção, plasmado em litros e litros de sangue derramados pela nação. Não é por acaso que a nossa bandeira, tem dois terços de vermelho, do sangue derramado, principalmente por muitos anónimos... longe da graça e do efémero.

Portugal actual está a saque, esbulha-se às claras e sem vergonha. Desde o tempo da ditadura que deu o poder económico e financeiro, a meia-dúzia de famílias para explorar o rendimento produzido por gente maioritariamente analfabeta e com acesso "controlado" da informação e conhecimento, aos tempos de hoje, a base conceptual mantém-se em toda a linha.
Mudam-se os tempos, as tecnologias, os regimes políticos, mas a base actuante, tem a mesma escola; controlo, marketing e contenção de danos.
Por outro lado, os portugueses são dos que trabalham mais horas comparativamente à média europeia, onde as massas que trabalham nas duas grandes urbes, Lisboa e Porto, demoram em média entre 1 a 2 horas no trajecto até ao seu local de trabalho, a maior parte chega a casa esgotado sem tempo para "pensar" o tempo actual.

Na senda da destruição da economia que os partidos apelidados de arco-do-poder, PS e PSD/CDS, levaram e continuam a levar o País ao buraco, onde a declaração de rendimentos - o IRS, serve para atestar a condição de pobreza, que ao mesmo tempo atesta a total incompetência dos governos das últimas décadas, resultado de muitos governos fracos em capacidade organizativa e de gestão, até mesmo na dignidade e honra de uma nação.
Portugal está ao nível de lixo na sua credibilidade internacional, se bem que, parte desta classificação resulta de factores externos complexos, outra grande parte é o resultado das "frutuosas" governações de Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes «en passant e não eleito», Sócrates e agora de Passos Coelho o gestor de insolvência.
Qualquer dia, para gerir quem tem direito aos descontos nos transportes, nos hospitais e nas farmácias, criarão uma entidade que atestará os vários níveis de pobreza; os pobrezinhos, os remediados e os indigentes, colocando-lhes uma fita colorida no pulso em que a cor atesta o grau de pobreza. Escondendo o triste espectáculo de filas de pessoas com o IRS na mão nos guichets da Carris para terem um desconto no passe social, que cada vez mais se torna menos social.

Passos Coelho e António José Seguro, são o resultado dessa hipócrita linha do politicamente correcto, que este povo, na sua maioria evoluiu de analfabeto para a condição de iletarato, lhes conferem o poder de ser.
Seguro, num dia destes, em conferência de imprensa criticava o actual governo de seguir o caminho da austeridade, que seguia o caminho errado, ao mesmo tempo que contrapunha que ele, seguiria o caminho contrário, o caminho do crescimento e do emprego, apenas se "esqueceu" de dizer como e com que dinheiro, sem esquecer que foi o seu partido que negociou com a troika o memorando que nos governa. Falam aos portugueses, tanto um como o outro, como se fossem um bando de atrasados mentais, são de uma inocuidade completa.
Descendo na cadeia alimentar de toda esta gente, desde a políticos, analistas e jornalistas seniores que debatem com os seus ares mais seráficos, estatísticas, análise política, austeridade, economia e finanças. Cada um atira, com o ar mais inteligente possível, as suas larachas para o ar, e na verdade, estamos nisto, meias-verdades utilizadas fora de contexto, lamirés e opiniões pessoas, enquanto o País se afunda vertiginosamente.

Os seguros de crédito cobrados aos investidores internacionais que emprestam à República são cada vez mais caros pois o risco de Portugal incumprir é cada vez mais elevado. A somar a toda esta pressão, foi publicado recentemente um artigo no Financial Times, onde se opinava que é inconcebível a ideia de Portugal voltar aos mercados em 2013, enquanto em contraponto, o governo torciona o mais que pode, a economia e o rendimento dos particulares com o argumento, de voltar aos mercados em 2013.

Portugal já não depende de si, esta é a triste realidade. Somando a esta linha política, em que a despesa não diminui, a procura diminui, o consumo interno diminui derivado da redução forçada, ilegal e arbitrária dos rendimentos das famílias, constroem uma espiral negativa descendente, aumentando uma tensão que se sente a subir todos os dias, meio silenciosa, meio disfarçada... Até ao dia que explode de vez.
Depois tudo é imprevisível...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cavaco Silva


Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, afirmou na sexta-feira passada em linhas gerais, que as suas reformas não cobriam as suas despesas. O que veio a conduzir logo de seguida, a um circo mediático em volta de suas declarações, na sua página do facebook, a sua última entrada já ultrapassa os 4.000 comentários, entre a indignação e os que tentam desculpabilizar o enorme ferro que o próprio cravou em sua própria carne, metafóricamente falando.

Pressionado por uma jornalista em relação à sua reforma do Banco de Portugal, ao que se consta, irá receber o subsídio de férias, ao contrário dos funcionários públicos, bem como, todo o sector público alargado, onde se inserem empresas de capitais públicos que nada tem a ver com o orçamento de estado, empresas que pagam todos os anos dividendos ao Estado, e que mesmo assim, irão ser surripiados os subsídios de férias e de natal, contribuindo dessa forma, à má fila, milhares de trabalhadores altamente rentáveis e esmifrados no dia-a-dia, com milhares de euros para pagar, por exemplo, o gigantesco buraco do BPN.
Não deixa de ser curioso, ser um banco que fora frequentado, pela pandilha cavaquista (vê bem os que se rodearam... ) no campo de sua admnistração. Onde a figura que mais salta na foto, da mais javarda pulhice, paira o Dias Loureiro, que da noite para o dia, fez fortuna.
Sem esquecer as contas de tabuada de Oliveira e Costa, a centralização da desgraça e quase a morrer de doença, que afirmou no parlamento português, o maior centro da corrupção nacional, a Assembleia da República, que a passagem de Dias Loureiro começou desde a entrada, até à saída, a criar problemas. O amigo que assinou contractos de 40 milhões e que agora não se lembra.
As casas no Algarve financiadas pelo BPN, ainda podem dar que falar, a casa da Coelha, outro assunto bicudo e pouco claro.

Cavaco que desde os tempos de Director de Estatística do BP, onde não se dava muito com os outro directores, mantendo sempre certa distância, mudou de um dia para o outro quando foi eleito em congresso do PSD líder, e daí, mudou radicalmente, sua postura relacional. De um dia para o outro, cumprimentava o porteiro, o funcionário que se cruzava, a política tem coisas destas. Quando se precisa... É a velha teoria de natureza da oferta e procura.
Essa forma distante e sobranceira de ser fez-lhe ganhar um inimigo nos inícios dos anos 80, na segunda visita do FMI, quando a economista Teodora Cardoso, elo de ligação entre o FMI e um Portugal difuso pós-revolução, lhe devolvia relatórios por estarem incompletos e por vezes incorrectos.

Cavaco, que proporcionou uma certa imagem de "pai austero", fazendo com que os seus assessores, tanto no governo e agora na presidência da república, o tratem com uma certa deferência e com receio de lhe mostrar a realidade tal como ela é, devido a esse facto, Cavaco Silva fica, desse modo, desfazado da realidade, e "inocentemente", dá estas cavacadas monumentais, como o "dia da raça" e o comunicado quase febril onde se pseudo questionava " Será que andam a ler os meus e-mails...?".

É muito triste ver um PR de uma nação confirmar que não tem o suficiente para colmatar com as suas despesas e com um primeiro-ministro que convida aos seus concidadãos à emigração.
Ainda há pouco de mais um ano, com outro primeiro-ministro completamente alheado da realidade, anunciava de peito feito que éramos os campeões do crescimento, com o país à beira da falência.

Porca miséria!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Sétima Profecia Maia


No mês de Julho de 2006, telescópios e supercomputadores revelaram que o nosso Sistema Solar se encontra no cruzamento entre duas galáxias e se alinhará com o centro da Via Láctea em 2012, quando receberá o fluxo máximo de energia das formações de plasma luminoso por onde transita actualmente. Esse acontecimento cósmico, jamais sonhado pelos astrónomos contemporâneos, foi calculado pelos antigos astrónomos do Egipto e da América Central, de que se destacava o povo Maia.
Com base em suas observações os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização, desde o 4° Ahua, 8° Cumku, isso é 3.113 A.C., totalizaria 5.125 anos no futuro, ou seja, ao ano de 2012 D.C., quando o sol ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante. Coincidência ou não, o facto é que nossos astrónomos verificam grande actividade na superfície solar nos últimos anos, podendo intensificar-se extraordinariamente no ano 2012.

A sétima profecia fala-nos do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela fala-nos que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite a eles concordar voluntariamente, com uma transformação interna, produzindo novas realidades e que todos os seres humanos têm a oportunidade de mudar e romper suas limitações através do pensamento.
Os seres humanos que voluntariamente encontrarem seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua frequência de vibração interior do medo para o amor poderão captar e se expressar através do pensamento e com ele florescerá o novo sentido.
A energia adicional do raio emitido por Runacku (centro da galáxia) activa o código genético de origem divina nos seres humanos que estejam em alta frequência de vibração, este sentido ampliará a consciência de todos os seres humanos gerando uma nova realidade individual, colectiva e universal.
Uma das maiores transformações ocorrerá em nível planetário, por que todos os homens conectados entre si como um só todo, dará nascimento a um novo ser na ordem galáctica. A reintegração das consciências individuais de milhões de seres humanos despertará uma nova consciência, na qual todos entenderão que fazem parte de um mesmo organismo gigantesco.
A capacidade de ler o pensamento entre os humanos revolucionará totalmente a civilização, desaparecerão todos os limites, terminara a mentira para sempre, porque ninguém poderá ocultar nada, começará uma época de transparência e de luz que não poderá ser ocultada por nenhuma violência ou emoção negativa.
Desaparecerão as leis e controles externos como a polícia e o exército porque cada Ser se fará responsável por seus actos, não será preciso implementar nenhum direito ou dever pela força.
Será formado um governo mundial e harmónico com os seres mais sábios e evoluídos do planeta, não existirão fronteiras nem nacionalidades, terminarão os limites impostos pela propriedade privada e não será necessário dinheiro como maneira de intercâmbio, serão implementadas tecnologias para o controle da luz e da energia e com elas se transformará a matéria produzindo de maneira simples todo que for necessário dando um basta à pobreza para sempre. A excelência e o desenvolvimento espiritual serão o resultado de seres em harmonia que reduzam a actividade com o que vibram mais alto, ao agir assim eles expandirão sua compreensão sobre a ordem universal.
Com a comunicação através do pensamento haverá um super-sistema imunológico que eliminará as baixas vibrações do medo produzidas pelas enfermidades, prolongando cada vida dos humanos, a nova era não precisará da aprendizagem inversa, produzida pelas doenças e sofrimento que caracterizaram os últimos milhares de anos da história.
Os serem humanos que consciente e voluntariamente encontrarem a paz interior entrarão em uma nova época de aprendizagem pró-contraste harmónico, a comunicação e a reintegração farão com que as experiências e lembranças individuais e os conhecimentos adquiridos sejam disponíveis sem egoísmo para todos os outros, será como uma internet em nível mental que multiplicará exponencialmente a velocidade das descobertas e serão criadas sinergias nunca antes imaginadas, terminarão os julgamentos e os valores morais que mudam com o tempo, como a moda, entenderemos que todos os actos na vida são uma maneira de alcançar uma maior compreensão e harmonia.
O respeito será o elemento fundamental da cultura, transformará o individuo e a comunidade e dará a humanidade à oportunidade de expandir-se pela galáxia.
As manifestações artísticas, as ocupações estéticas e as actividades recreativas comunitárias ocuparão a mente do ser humano.
Milhares de anos fundamentados na separação entre os homens que adoraram um deus que julga e castiga irão se transformar para sempre. O Ser humano viverá a primavera galáctica, o florescimento de uma nova realidade baseada na reintegração com o planeta e com todos os seres humanos.
Neste momento compreenderemos que somos parte de um único organismo gigantesco e iremos nos conectar com a Terra, uns com os outros, com nosso sol e com a galáxia inteira. Todos os seres humanos entenderão que os reinos minerais, vegetais e animal e em toda a matéria espalhada pelo universo em todas as escalas, desde um átomo até uma galáxia são seres vivos com uma consciência evolutiva.
A partir do sábado 22 de Dezembro de 2012, todas as relações serão baseadas na tolerância e na flexibilidade, porque o homem sentirá os outros seres como parte de si mesmos.

Adaptado pelo Extrafísico, um mail enviado por um Grande Amigo que foi retirado no site Espaço Seraphis Bey.

Bem-vindo ao Passado... Vivemos tempos fascinantes!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Hypocrysis


Já entramos no ponto, onde já não há vergonha alguma, tal como, um certo pudor na maneira como se fazem as coisas... Já é quase tudo à descarada e às claras.
Até aos velhotes que trabalharam uma vida inteira lhes catam partes das reformas, das quais metade fica na farmácia.
Em Portugal, roubam os subsídios de férias e de natal aos trabalhadores, fazendo crer que os portugueses grandes malandros e calinas, vivem acima das suas possibilidades. País, como dizia, esse grande democrata e empresário vestido de grande autoridade moral e ética, Patrick Monteiro de Barros, que os portugueses trabalhavam 11 meses e recebiam 14.
Na verdade a questão dos subsídios, é um mito. O que conta na realidade é o bolo anual de rendimento que cada português recebe por via do seu trabalho. Discutir em quantas prestações mensais o recebe é desviar a essência da questão.
Ou seja, o rendimento anual do trabalhador português é baixo, em Portugal trabalha-se para se ser pobre.
Outro mito sob forma de argumento que se utiliza para vincular os portugueses à crise, é a de que durante anos compraram carros, viajaram para as Maldivas e para a República Dominicana, via crédito. Na realidade, estas dívidas nada têm a ver com o Estado, são dívidas privadas e pessoais que cada um individualmente contrai e cada um as tem de pagar a bem ou mal.

Em boa verdade, para nosso mal, o que tem ocorrido na realidade, é que temos tido um Estado gerido por corruptos sem ética de ser e até se algumas leis fossem cumpridas no seu espírito, falaríamos de criminosos que deviam estar encarcerados no sistema prisional da República.
A coisa é demais, os fulanos mascarados de deputados cozinham as leis de uma nação orientando-as para os interesses que representam, conglomerados empresariais, associações onde vestem aventais e fazem juras de obediência com aventais e bebem com cuspe o sangue dos pulsos uns dos outros, esta merda é demais.

Na prática a Lei, na sua essência está inquinada, está feita para que tudo fique assim, sem grandes pés-de-ventos.
Há algum tempo atrás, dizia o procurador-geral da República que tinha os mesmos poderes da Rainha da Inglaterra. Isto está de tal maneira, que o nosso sistema judicial nem vai ser capaz de condenar o Rei Ghob, quanto mais os criminosos que se encheram com o BPN.
Devido ao BPN o Estado já enterrou directa e indirectamente à volta de 8.500 milhões de euros, o suficiente para pagar os subsídios de natal e férias aos malandros e calinas portugueses que fazem de conta que trabalham e que auferem um rendimento médio de 620 euros, vivendo acima das suas possibilidades com as suas vidas de luxo.

Outro exemplo, mais do que gritante, é surreal no mínimo, o governo regional da Madeira. Caso houvesse leis e sistema judicial capaz, toda a família Jardim já deveria estar presa e por muitos anos. Aquilo é uma corrupção total. Até para abrir uma loja chinesa tem de se ter a bênção da mulher jardim.
E toda a gente a ver isto e achar uma piada imensa.

No caso EDP, agora uma empresa nacional vendida ao desbarato, que foi uma das imposições da troika, que deveria ser privatizada, na verdade e ao arrepio das directivas comunitárias, foi re-nacionalizada pelo Estado chinês. Por outro lado, com argumento de ser agora uma empresa privada, ninguém tem nada a ver com escandaloso ordenado de Eduardo Catroga porque tem um currículo notável. Podia até ter 50!
Mas o que é que interessa ao agora cliente da EDP que produz um produto de primeira necessidade pagar na sua factura os investimentos que faz mundo fora para gerar lucros aos seus accionistas privados?
Bem se veja, que alguns andam a tratar da sua vida.

Muitas pessoas não têm a noção da realidade, pois vivem na azafama do seu dia-a-dia para alimentar toda esta corja. Passa ao lado o que ontem a Standard & Poor's fez à Europa, onde nas entrelinhas é dito formalmente que Portugal não vai conseguir pagar a sua dívida sem necessitar de mais um empréstimo, que a Itália vai colapsar e não haverão fundos de resgate suficientes para ajudar a economia italiana e por aí adiante.
Fica a questão para exercitar o intelecto meio inerte - Se foram os políticos que nos levaram a este estado, será que vão ser os actuais que carregam o mesmo ADN nos irão fazer sair desta crise inventada? Obviamente que não.

Estamos a chegar ao ponto, que manifestações pacíficas, palavras de ordem ou que todos façam figas resulte numa mudança.
Estamos a chegar ao ponto, de um balázios bem metidos no meio dos olhos.
Estamos a chegar ao ponto, de pendurá-los numa forca, com julgamentos sumários.
Estamos a chegar ao ponto, de expropriar à força bens num contexto de interesses colectivos.
Dentro da convicção de que a Lei está ferida de morte, outras Leis poderão ser escritas.
Ao ponto que chegou, isto já não vai com flores...

Vejam bem...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Daniel Estulin - Conferência de Imprensa


Daniel Estulin, escritor do grande best-seller mundial "Clube Bilderberg", livro que aliás tem o condão de aparecer nas livrarias de forma muito fugaz. Num qualquer ponto do planeta, aparece uma editora que publica o livro, e logo de seguida, o livro desaparece das bancas. Neste entretanto, há sempre muita gente que o compra, empresta a amigos e por aí adiante.
Pelo que escreve, Daniel Estulin, é uma das "persona non grata" mais odiadas pelos governos, principalmente, dos países ocidentais e das grandes corporações empresariais.

No dia 1 de Dezembro de 2012, falou em Bruxelas, numa conferência de imprensa, patrocinada pelo deputado europeu Mario Borghezio - figura na linha choque/escândalo - oriundo do partido político italiano de centro-direita Lega Nord... ???

No vídeo em baixo, Daniel Estulin, argumenta em linhas gerais a realidade que a Europa vive e na teia em que está envolvida. Derivada por políticos, meros mediadores de contenção e de argumentação.
Uma explicação simples e sintética, para onde vão parcelas de rendimento criado por milhões de trabalhadores orientados sob formas inteligentes a centrarem-se no seu micro-cosmos vivencial e divididos laboriosamente, questionam-se apenas por peanuts, dessa forma não enxergando o olho grande.
Empobrecer as classes médias, dá ainda, mais poder às elites que pululam nos topos das pirâmides.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A doutrina do choque


A doutrina do choque, tem sido a política seguida por muitos governos ao longo dos anos neste planeta. Seja por via de desastres naturais ou por crises forçadas, os governos conseguem "enfiar" todas aquelas medidas que em situação normal, muito dificilmente as conseguiriam implementar.
Com uma população em choque e com medo, ou até, as duas em conjunto, em estado de catalepsia colectiva, abrem-se as vias para empobrecer os povos; transferindo, desviando, surrupiando, despojando e sequestrando, rendimento dos povos em geral para as corporações e associações maléficas, que colocam colaboradores a governar os habitantes dos países... Uma espécie de levantamento multibanco invertido, em que na verdade o banco, são as pessoas que trabalham e geram riqueza, para no final ser tomada por estes sanguessugas que arrebatam a riqueza produzida por biliões de seres humanos.

Mesmo que a realidade exposta nua e crua, de tal maneira que a formatação e padronização contínua das sociedades e cada vez mais sofisticada, a mensagem para a imensa maioria parece que é recepcionada de forma codificada. No fundo, as pessoas andam perdidas na sua azáfama do dia-a-dia, sem tempo para pensar, sobrando apenas, tempo para pensar "o dia seguinte".

O pai da doutrina do choque foi Milton Friedman, o Nobel da Economia de 1976, o teórico das ideias liberais e da desregulação da economia. Defendia a ideia de que a solução para os problemas de uma sociedade é dada por um sistema de liberdade.
Conselheiro de Richard Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan, foi sobretudo o seu assessoramento à ditadura do general Pinochet onde caiu a máscara por detrás destas políticas supostamente disfarçadas de liberdade e democracia.
Tal como o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, à época exilado, Orlando Letelier escrevia: " É curioso que o autor do livro Capitalismo e Liberdade, escrito para argumentar que o liberalismo económico pode suportar uma democracia política, possa agora facilmente desvincular economia de política quando as teorias económicas que ele defende coincidam com a restrição absoluta de qualquer tipo de liberdade democrática ".

Actualmente em paralelo com estas políticas neo-liberais, está também em curso, um enorme jogo de desorientação global, atirando as forças vivas das sociedades uns contra os outros, fazendo com que os povos passem ao lado da verdadeira questão de base; A retirada de rendimento de muitos para poucos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2012


"Quando se diz que a Humanidade chegou a um período de transformação, e que a Terra deve elevar-se na hierarquia dos mundos, não veja nestas palavras nada de místico, mas, ao contrário, a realização de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana".

De acordo com os Maias e os Aztecas o Sexto Ciclo do Sol é para começar em 21/12/2012. Este Ciclo é também conhecido como a "Mudança das Eras".
Conforme as suas previsões é para ser o início de um ciclo que é baseado na harmonia e no equilíbrio.
Ao que, o planeta Terra está a passar por uma grande mudança na percepção da consciência e da realidade.
Os Maias têm 22 calendários no total, que abrangem muitos ciclos de tempo no Universo e no Sistema Solar. Alguns desses calendários ainda não foram revelados.
O Quinto Mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo começa em 2012. Portanto, estamos actualmente "entre mundos". Este tempo é chamado de "Apocalipse" ou revelando.
Isto significa que a verdade será revelada. É também o momento de se realizar transformações individuais e colectivas.

De facto, em 2007 começou um processo de catarse global de consequências imprevisíveis, independentemente das múltiplas opiniões económicas, políticas, sociais e até climatéricas. Tem ganho forma uma inevitabilidade, que é antiga e que vem dos tempos antigos, ninguém prevê o dia de amanhã, nessa linha, qualquer comentário ou previsão, tem a credibilidade que tem, muito próximo do zero.

Os Maias também dizem que em 2012 teremos ido além da tecnologia como a conhecemos. Teremos ido além do tempo e dinheiro. Teremos entrado na quinta dimensão depois de passar pela quarta dimensão.
À medida que caminhamos pela quarta dimensão efectuando nossa transformação íntima, vamos experimentando uma mudança na consciência. A quarta dimensão é mais um estado de espírito do que um lugar real.

O Planeta Terra e o Sistema Solar entrarão em sincronização galáctica com o resto do Universo. O nosso DNA sofrerá um "upgrade" (uma espécie de reprogramação) vinda do centro de nossa galáxia. Ou seja, em 2012, o plano do nosso Sistema Solar vai alinhar exactamente com o plano da nossa galáxia, a Via Láctea. Este ciclo leva aproximadamente 26.000 anos para se completar.

O tempo está realmente a acelerar (ou a entrar em colapso). Tempo no entanto não existe - apenas o agora existe - como todas as pessoas conscientes o sabem.
Tal como é comprovado pela Ressonância Schumann (um conjunto de picos do espectro do campo electromagnético) que é normalmente de 7,83 ciclos por segundo. No entanto, desde 1980 essa ressonância vem subindo lentamente.
Agora está em mais de 12 ciclos por segundo. Isto significa que há o equivalente a menos de 16 horas por dia em vez das antigas 24 horas. É por isso que o tempo parece estar a correr tão rápido. Pode-se dizer que não é "tempo", mas a própria Criação, que está acelerando.

Resumindo, o tempo é relativo nas inúmeras variações; sejam físicas, espaciais e espirituais, e dentro destes em cada um também variam.
Como corolário, fica a pequena nota, de que o planeta em que vivemos e partilhamos actualmente é um pequeníssimo ponto da nossa galáxia, sem esquecer, de que existem muitas e muitas galáxias. Apenas para nos posicionarmos na nossa ordem de grandeza.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Psiquiatria - Lucros de matar


Ao mesmo tempo que a medicina vai evoluindo no sentido da investigação e na cura da doença, da dor e do sofrimento em prol da Humanidade, também se tem desenvolvido paralelamente, aquilo a que se designa de Máfia de Branco. São médicos e farmacologistas que apenas visam obter lucro na sua actividade e muitos trabalhando directa ou indirectamente para as grandes multinacionais farmacêuticas, pesquisando novas doenças e novos fármacos, sempre no sentido de maximizar o lucro.
Seguem a filosofia - em cada doente, um cliente.
Daí, não ser rentável colocar recursos, em pesquisa e investigação na procura da cura definitiva de doenças como por exemplo, diabetes ou asma. Perdiam-se clientes altamente rentáveis.

Quem é que se lembra da Gripe A? Que após a OMS ter determinado o nível máximo de alerta, ao mesmo tempo a gigante Roche, somava capitalizações bolsistas recordes no índice Dow Jones, por ser o fabricante do Tamiflu, o medicamento que encheu stocks imensos de muitos países.
Vejamos, as grandes multinacionais farmacêuticas são cotadas em bolsa e seus administradores são avaliados pelo lucro que possam criar aos seus accionistas. Ou seja, se não atingirem certos "goals" financeiros, são pura e simplesmente substituídos por outros que os atinjam, sem mais.

No vídeo em baixo, que trás um documentário que foca em concreto a psiquiatria e as doenças que inventam para numa fase posterior serem oficializadas pelas autoridades de saúde, com os correspondentes receituários.
Manipulam drogas psicotrópicas perigosas, onde transformam doentes em clientes para a vida.
Por exemplo, os casos diagnosticados no mundo ocidental por esquizofrénicos, levam cargas de Leponex e Invega, autênticas bombas, que os agarram pela tóxico-dependência. Um esquizofrénico institucionalizado que não tome somente num dia essas drogas, tem o efeito similar à carência de um opiáceo-dependente. Dessa forma leva a que dentro do círculo social do paciente/cliente, a conjecturar que a sua "doença" está pior e a precisar de mais medicação.
Nos casos diagnosticados de esquizofrenia, apenas se sabe no conhecimento actual, por factor de denominador comum, que existe carência de lítio no cérebro. Perante este ponto, conte-se os casos diagnosticados por psiquiatras, sem que fossem realizadas análises ao sangue ou uma TAC. Sendo diagnosticada a doença, normalmente esquizofrenia paranóide, o indivíduo que tinha algumas paranóias passa a ser um doente, muitas das vezes por mera avaliação subjectiva.
A medicina actual, não sabe, como começa a doença, não sabe como curá-la, mas a indústria farmacêutica, tem a medicação farmacológica. Aliás que pesa imenso nos orçamentos da saúde de inúmeros Estados, seja pelas comparticipações, seja pelo custo social de muitos sem-abrigos que pululam nas grandes metrópoles. O erro das autoridades de saúde, por via política, está na abordagem do problema, com a agravante dos custos para a comunidade.

O documentário a que se refere foca, principalmente a nova doença da moda, a bipolaridade, quando na verdade, se tratam de emoções naturais do ser humano, como seres humanos, somos seres emocionais e daí resulta a relação íntima e individual com que cada um lida com as suas emoções. Não são comprimidos, que irão lidar com elas, mas sim cada um na sua interpretação do mundo que o rodeia, terá de lidar com elas.

As sociedades têm que denunciar e punir aqueles que se esqueceram do Juramento de Hipócrates e aos que se dedicam; ao tráfico de orgãos, aos médicos que levam sub-liminarmente os seus pacientes/clientes à cirurgia quando existem terapias não intrusivas para consequente vantagem financeira e aos que inventam novas doenças para fazer circular novas drogas com óbvia vantagem económica de quem as produz.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cesária Évora


Cize, como era conhecida nasceu a 27 de Agosto de 1941 no Mindelo - Cabo Verde e veio a falecer ontem, 17 de Dezembro de 2011.
Aos 16 anos começou a cantar em bares e hotéis, donde veio a ganhar o epíteto de Rainha das Mornas.
Cesária tinha essa enorme capacidade de através da melodia e pela sua voz, por a alma, de buscar no fundo todo um passado vivido, com uma naturalidade crua e vestida de imensa arte.
Desde a saudade da terra natal, à colonização portuguesa que por via do pai, viveu socialmente as complexas relações sociais, até à emigração escrava de São Tomé.
Voz que também foi ouvida pelos soldados portugueses, em finais dos anos 60 através da rádio, principalmente na Guiné, quando ainda não tinha dimensão internacional.

Deixou de cantar durante uns anos para sustentar a família com o seu trabalho. Mais tarde encorajada pelo conhecido músico Bana, volta a cantar. Mas o salto internacional deu-se quando um empresário luso-francês, José da Silva a encorajou a actuar em Paris, gravando em 1988 o álbum "La diva aux pied nus" ( A Diva dos pés descalços ). A partir daí ganhou projecção internacional, dando espectáculos um pouco por todo o mundo. Tem o seu ponto alto quando ganha em 2004 o Grammy de melhor álbum de World Music contemporânea.

Fica, em seu registo histórico, dentro de sua passagem nesta vida, a voz e o ritmo, de uma certa maneira de viver e de estar.
Cantava com a alma e o espírito interligados como se de uma ciência complexa fosse.
Sabia da "moenga", aliás a sua música era e é dinâmica. Com um cigarro na mão e um copo de whisky na outra, a sua música é subtilmente entendida no espírito, após o ouvinte passar certas fronteiras de estados de almas... Nesses patamares mais sutis da consciência, sente-se na plenitude, a música de Cesária Évora... Uma verdadeira Diva que atravessa gerações.

Esse caminho doce...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Da dívida soberana à perda de independência


Foi um instante... Um segundo atómico, que se está a tornar explosivo...

A questão que se põe é, e os imponderáveis e todas as variáveis que se colocam em momentos incertos no futuro próximo?
Se constatarmos que existe uma Agenda nesta crise presente, pois ela vai crescendo ponto-a-ponto, onde se vai percebendo que existe uma espécie de mão inteligente que a vai guiando, não de forma desordenada, não de forma atabalhoada, sem rostos e nomes que por detrás dos governos eleitos "formalmente", das agências de rating e dos gestores dos grandes fundos de investimento que operam nos mercados, foram calculados os riscos da imprevisibilidade das consequências que poderão gerar esta linha de actuação?

Mesmo considerando as mais variadas teorias de conspiração, existe um campo vastíssimo para a mais pura incerteza, imprevisível e até, caótica dos tempos que nos aguardam brevemente.
Os actuais líderes europeus, parecem baratinhas tontas, tentando cada um mostrar-se mais inteligente do que o outro, nos quais se sub-entende que navegam completamente à vista, manietados, pelos sistemas legais que fomentaram.
Hiper-endividados, por força da ilusão de criarem uma moeda única que lhes daria mais força negocial junto dos tais mercados, onde se transaccionam milhões e milhões de dinheiro virtual por dia, sem se saber as respectivas proveniências do dinheiro. Tanto pode ser um fundo de pensões de uma grande empresa estatal, como de um grande mafioso que movimenta mulheres afectas à actividade de prostituição, ou de comércio de orgãos humanos para transplante, ou tráfico de droga e armas, ou até de serviços secretos institucionalizados que recebem "rendas" para espécies de máfias operarem. Ninguém sabe ao certo, por força da complexização dos sistemas legais, do brutal desenvolvimento do "online-transaction" e das zonas off-shores onde os grandes escritórios de advogados blindam labíriticamente os rastos das proveniências do dinheiro e que fazem com que o dinheiro seja todo legal.

Por exemplo, no passado mês de Novembro, onde o Estado português, subjugado aos mercados, pois não tem o tal dinheiro, para pagar os salários e o subsídio de Natal - já com a redução - teve de se financiar. Por outras palavras, com a completa desregulação dos mercados, fruto das políticas neo-liberais seguidas a nível mundial, o funcionário público português tem no seu bolso, muito provavelmente, dinheiro manchado de sangue, oriundo de actividades criminais, branqueado através do financiamento internacional, de forma legal e pronto a voltar ao circuito, através das promoções do Jumbo e do Continente, do bacalhau para a noite de Natal, para os empréstimos que têm de pagar, o seguro do carro, a playstation para o míudo que até teve boas notas no sistema de ensino que o induz sub-liminarmente a ser carne para canhão das grandes multinacionais em vez de o ensinar a pensar.

Na verdade, todo o sistema económico/financeiro está profundamente desequilibrado e desestruturado, assente em linhas muito frágeis de desresponsabilização política por via da ilusão de que os mercados se regulam por si mesmo. Tal como as leis da natureza da procura e da oferta, ou seja, a lei da selva. Abdicou-se da inteligência, na parte organizacional e passamos cada vez mais a viver como macacos na selva, abrigados nas cavernas e nas copas das árvores à espera que a chuva passe e procurar depois comida onde ela seja abundante. Mascaramos este estado primitivo com os gadgets científicos que vamos produzindo; desde telemóveis, computadores, fármacos e automóveis, por exemplo. Na base comportamental, ainda não conseguimos, apesar dos avanços cognitivos, organizar-mo-nos colectivamente.

O exemplo mais gritante, não esquecendo "en passant" os intermédios como o drama dos salários em atraso, o drama de pedir comida, a tragédia de como alimentar os filhos no dia seguinte, à eliminação da personalidade no trabalho para manter o emprego ao ponto de prostituir a alma, é haver destruição de comida para manter os preços de mercado do produto quando existem milhões de pessoas, por outro lado, a morrerem por consequência da sub-nutrição.
Não somos mais do que uma macacada um bocadinho mais evoluída. E ainda por cima, foi a de pior linhagem que evoluiu.
Na verdade somos uns teóricos, que forramos as estantes das bibliotecas com livros cheios de ideias e teorias, mas que na prática esquecemos a lógica e o bom-senso racional.
Em boa verdade, somos uma bicharada num esquizofrénico frenesim, a corrermos de um lado para o outro, sem sabermos muito bem o que é que andamos aqui a fazer.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Centro de Emprego


Hoje acompanhei uma pessoa ao Centro de Emprego, quando lá chegamos, mais parecia um Centro de Desemprego, imensas pessoas embutidas nas cadeiras de olhos postos no pequeno mostrador numérico de dois dígitos a vermelho, uma autêntica plateia a somar aos que se espalhavam sentados na escadaria e os que ficavam em pé de olhares cabisbaixos.
Em todos eles, uma situação, uma condição, uma esperança... um coração nas mãos, perante o cenário negro que se avizinha.
Nem o Pai Natal, muito provavelmente, irá deixar uma prenda no sapatinho, nem que fosse comida, ouve-se nos gritos silenciosos entre olhares fugazes.
De salientar, que no Portugal de hoje, trabalhar num Centro de Emprego ou na Segurança Social na parte de atendimento ao público, são dos trabalhos mais esgotantes que possam haver.

Enquanto formos governados por este tipo de políticos imbuídos de uma linha neo-liberal, a Europa afunda-se cada vez mais. Desprovidos de parte das suas soberanias e com representantes dos grandes grupos económicos (os políticos do arco do poder), empobrecem cada vez mais as sociedades, fomentam a desigualdade da distribuição dos rendimentos e deixam espaço para o crescimento e fortalecimento das grandes máfias, com os seus sistemas legislativos cada vez mais labirínticos, campo perfeito para os grandes escritórios de advogados, deixando a justiça mais longe do cidadão comum.
Onde mais de 50% das transacções comerciais passam por offshores sem pagar um cêntimo de impostos. Facto que toda a gente sabe e que toda gente fecha os olhos, é a hipocrisia elevada ao infinito.

Insistir no Euro é um tremendo erro. Ou seja, os países europeus afectados com a crise da dívida soberana que perderam a sua capacidade soberana de emitir moeda, cada vez vão ficar mais endividados a entidades externas que lucram muitíssimo com o serviço de dívida que cada um vai pagar.
Ou alguém imagina que o Banco Central Europeu (BCE) vai tomar medidas contrárias aos interesses franco-germânicos em detrimento dos países do sul da europa?
Sarkozy e Merkel encontram-se quase dia sim e dia não, com o argumento de salvar o euro. Outra cabeluda mentira, eles tratam da sua vida e do que resulta desses "ditos" encontros é mais retirada de soberania aos países em agonia. Que por outro lado, esses mesmos países foram governados no mais puro laxismo em que gastaram muito e mal, principalmente em conluio com os grandes consórcios que os patrocinaram. Na verdade, esta gente é tudo merda.

As medidas de austeridade que agora implementam com a ilusão de voltarem aos mercados é outra grande mentira. Às regras de hoje, os países "assistidos" demorarão décadas a voltarem-se financiar nos mercados, insiste-se na mentira para justificar os meios.
Os meios são a retirada de rendimento ao trabalho mesmo passando por cima das leis e dos direitos adquiridos. Porque se se quisesse corrigir os erros de décadas de gastar à tripa forra, ia-se aonde está o dinheiro e não aos que vivem condicionados ao seu salário.
Em Portugal, país integrante da zona euro, com salários dos mais baixos e resultado destas políticas, eles ainda serão mais baixos, haverá mais desemprego, mais falências nas pequenas e médias empresas, ou seja, condições cada vez mais acrescidas para a escravização.
E Portugal, tal como outros, cada vez menos soberano e mais endividado.

Para quem não se lembre, o vídeo abaixo é relativo à conferência de imprensa da Ministra da Fazenda Brasileira Zélia Campos do governo Collor em 16 de Março de 1990, anunciado o confisco das poupanças bancárias dos cidadãos brasileiros.
Não querendo ser bruxo, mas já estivemos mais longe...