domingo, 9 de janeiro de 2011

Carlos Castro assassinado


Carlos Castro faleceu assassinado, ao que parece, num quarto de hotel em New York, a cidade de romances alheios e quiçá, non-sense.
Questionam-se, muitos dos seus leitores(as), o que fazia um homem de 65 anos com um rapazola de 20 anos?
Este é o cerne da questão.
Onde estão os meus desfiles de moda que me prometeste? E as pessoas famosas que me disseste que me ias apresentar? E as roupas caras que me prometeste?
O homem que fez vida e carreira a comentar o que vestia chica A ou chica B, o primeiro colunista social português .
O mundo da fama e a ânsia desesperada de entrar no meio, leva muitas vezes a desfechos trágicos, num intrincado jogo de interesses.
O rapaz, meio traumatizado, ainda se tentou matar, cortando os pulsos, estando agora na ala psiquiátrica, na qual já lhe fizeram saber que estragou a sua vida.

Por outro lado, a nível espiritual, estas formas de vida "chamam", assédios energéticos muito fortes, e uns chamam outros, principalmente pela energia patológica que é exteriorizada pelos intervenientes físicos, elevando os percentuais de possessão mediúnica em certos momentos.
A esta hora, o sujeito físico sobrevivente, questiona-se - o que é que eu fiz?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma certa espécie


O que se negoceia nas praças financeiras, vulgo mercados bolsistas, é uma ilusão, que se reflecte na vida de milhões de pessoas. O valor das cotações não reflecte a real actividade das empresas cotadas.
Quase tudo é fruto de manipulação de informações, num jogo cada vez mais complexo em que já quase ninguém, sabe como se determina.
O único objectivo, é só e apenas o lucro.
Na demanda do lucro e da rentabilidade, não cabe a fome, o desespero e a humilhação.

Que o diga a Exxon, por exemplo, que nos anos 80 e 90 explorou os recursos naturais do Chade, enquanto na altura, o país mais pobre do mundo, a vampiresca multi-nacional se vangloriava dos seus resultados financeiros, regojizavam accionistas, que não mais esperam, do que o lucro devido, rentabilizando o seu investimento.
Tudo está em torno do - Ó Abreu, dá cá o meu!

A perversidade do sistema é tão mostruosa, que coloca explorados contra explorados, sem se conhecerem, sem se aperceberem, e principalmente, desconhecerem o prejuízo que causam uns aos outros.
Em meados dos anos 90, o Ruanda recebe uma remessa enorme de catanas produzidas na China, que foram o instrumento principal de um dos maiores massacres de vidas humanas num curto espaço de tempo.
O trabalhador chinês, explorado até ao tutano, que tem uma família para manter, cumpriu com as suas obrigações profissionais, quase sem direitos, trabalhando de sol-a-sol, para manter o seu lugar na fábrica e que daí trazia o rendimento para alimentar os seus. Do outro lado do mundo, o produto que saíra das suas mãos, chacinava vidas humanas. Enquanto noutras partes do globo, analisavam-se consequências diplomáticas, politicas e financeiras da questão.
E noutros, ao mesmo tempo, nos intervalos dos telejornais, muitos sem saberem do que se passava, questionavam-se, se tinham comido chocolates a mais ou se teriam que mudar de dieta.
Quem vende os chocolates e as dietas, são os mesmos.

Somos uma espécie, que como espécie, até faz espécie!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A sequência de Fibonacci


Leonardo Pisano, conhecido por Fibonacci, compilou uma sequência de números, deriva do seu conhecimento, dando origem a aquilo que chamamos "A sequência de Fibonacci". É uma fórmula simples, somando os números entre si, chega-se a uma conclusão infinita.
Há 1.200 A.C. ... O mais curioso, é que esta sequência numérica, é encontrada, na Vida, e daí se especule, que talvez exista uma "mão inteligente", por detrás de tudo o que experimentamos nestas vidas físicas
Enquanto farejamos provas, uma espécie de ver para crer, desconhecemos que porventura essa assinatura já lá esteja, talvez há milhões de anos.
Se considerarmos, uma consciência livre, livre de um corpo biológico, das prisões inter-cármicas , que nos arrastam em infindas vidas, mais ou menos, melo-dramáticas.
A respiração liga-nos, tal como as doenças, contaminamos-nos, mais ou menos pelas mesmas, num leque muito abrangente, na psico-somática.
As profissões de fé e suas crenças religiosas e todas as outras sub-variantes de manipulação da mente, oriundas da mente de um para os outros, manipular mais outros.
Tal como os radicais livres que circulam nos nossos corpos. O gás altamente corrosivo que nos permite a vida, é o que nos mata lentamente, o oxigénio. A vida por si, é uma contradição...
Por mais legumes e frutas que se tomem, por mais campanhas de vida saudável que se sigam, invariavelmente, um dia iremos falecer. Após tantas vidas, já se deveria entender um pouco mais...

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

Enquanto aguardava, com a concerteza de que iríamos ter com ele, sentado num banco de jardim composto por magnólias e orquídeas, entre outras. Esfumaçando a sua cigarrilha de café com leite, sussurrando ao mesmo tempo, aos mais curiosos e afoitos - Venham até mim, meus meninos! Não tenham medo de mim, pois, vos saúdo!
Ao lado uma menina, pré-adulta de cabelos compridos e escorridos, negros como a noite, com um casaco comprido, acima das canelas, de desenhos dourados aleatórios, mas simétricos. Esticadita a menina segura com as suas duas mãos uma mala. Tinha um olhar vectorial e mal morto, meio côncavo, mal se mexia. Branca, branca, que parecia uma alma!
Por uma vez, levou uma das mãos até ao seu plexo-solar e fez o sinal de O.K., revelando nos seus três dedos; grande, anelar e mindinho, três 6 desenhados. 666, o que será? O que será, será...
Numa porta nova, um relógio, às cores, esperava as horas do seu tempo, para entrar a horas, sabendo de antemão que, chegar a horas é chegar tarde.
De soslaio, observava a Circunstanza, a sempre mal-fadada, das fadas. Carrega nos seus ombros, qual Atlas, a vida de muita gente, como porcelana, desfeita em cacos. Pergunta se não sabem o que é cola, de que é possível juntar peça-a-peça, enfadada com essas peças.
Nem por acaso que se vestem, nestas ocasiões para dar sorte, umas cuecas, com o rótulo de origem, enfiado no rabo.
Aliás, nestas questões, pode ser como um ovo, ou como um melão... Tudo tem a sua lógica... Mais ou menos, porque na zona cinzenta, está o resto que falta, aquele que não dá zero, outras matemáticas, imprecisamente!



GNR - Quando o Telefone Pecca

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial


Dentro de uma certa ambiguidade, mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial.
Não deixa de ser um alimento mental-somático, em que as pessoas tentam mostrar que são pessoas, que são capazes, projectando uma falsa imagem para o exterior, quando na verdade, estão inseguras de si mesmas, carentes de aprovação social e no extremo a sangrar por dentro.

Esta ideia, imbuída de um certo espírito de natal e de amor, é a muleta perfeita para nos "ainda" ir lembrando de que somos todos um. Apesar de a data, significar apenas, mais um dia de calendário, principalmente, a sociedade ocidental, chamemos-lhe assim, marcadamente entronizada com as tradições católicas, que enche o peito nesta altura do ano, fica levante e exteriorizando - Ai o natal! O natal ...! A que se segue imediatamente o velho chavão, de que o natal deveria ser todos os dias do ano.
Além, que a quadra é acompanhada com todo um quadro imaginário de neve, luzes, pai natal, muitos fritos e gastronomia conforme a zona geográfica onde se celebra. Na parte gastronómica, a abundância, também acompanha a afirmação económica e social alcançada, bem como, o respeito da tradicionalidade de uma celebração cristã, independentemente de serem crentes ou não crentes, o que importa, é que é muito bonito, e as pessoas demitem-se de questionar o porquê e ficam-se pelo porque, porque é muito bonito e pronto. Reflexo da grilheta mais profunda do ser social, o medo de ser diferente.

Por outro lado, os excluídos das grandes festas familiares, da abundância, das luzes da árvore de natal, por rasteiras que a vida passa, desejam no seu mais profundo âmago que este tempo passe depressa, porque, enquanto dura, as destrói por dentro. É uma altura do ano, pródiga em suicídios; tentando, como chamada de atenção ou o concretizado com sucesso, mais aqueles com a vontade, mas sem força para comete-lo. O ego consome a alma, e por ele são destruídos, quando afinal, é apenas mais uma data de calendário, nada mais. É um dia como todos os outros e todos os dias são importantes.

Como em todo o mundo ainda pontificam diversas religiões, todas têm as suas datas sacras, esta é uma, com as suas crenças e tradições.
O patamar evolutivo, nem é mais, nem menos, é o que é, construído por todos nós e hoje ( princípios do séc. XXI ) para lembrarmos, que temos de respeitar o outro, que o amor é grande força do universo e por aí adiante, precisamos, como colectivo, de eventos desta natureza, então que se celebre.
Agora, fica a questão. Após tantos anos, como espécie dominante e constatando o que já conquistamos, olhando para o mundo em geral...
Celebramos o quê? Um degrau na escada, talvez?

" De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A certeza de que é preciso continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos; fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro... "

Fernando Pessoa





Cazuza - Todo o Amor que Houvesse Nessa Vida

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vejam bem


À porta da igreja, os mendigos estendem a palma das ilusões e dos sonhos que outrora tiveram. A vida é cruel.
Eu não dou esmola. Eu não sou caridoso. Não alimento um sistema monstro. A caridade é o resultado da falha do sistema e dar é manter essa condição.

Vejam bem...
O mundo que "ajudaram" a criar é o mesmo por que se torçem e gritam.
Cada um, tem a sua quota-parte, de responsabilidade. Uns mais que outros... Tal como nas crises, pagam mais os que menos responsabilidade tiveram, em porções desproporcionais.

A colectividade protege o seu amor-próprio, se um grande número de pessoas , escreve Freud na Psicologia Colectiva e Análise do Eu, se juntam à volta de um mesmo ideal do Eu, isso reforça as suas esperanças arcaicas. Por esperanças arcaicas, Freud entendia esse amor por si próprio que é transmitido a toda a criança pela mãe, e que se traduz, geralmente, pela palavra narcisismo.

Em patologia, viemos à vida humana para sermos felizes, amar e ter prazer. Quem ama não sofre. O que faz sofrer é o desamor, a patologia do ódio ou dos caprichos. Quem ama de facto, não reivindica, não censura nem vive na insegurança dos ciúmes ; compreende, perdoa sempre, renuncia com alegria, harmoniza, pacifica e beneficia.

Vejam bem...
A macacada, excitada e de pêlos no ar, vestidos de poder; temporários e empregados, do alto da cadeia alimentar, um dia - quando despertarem - percepcionarão quem lhes comanda a consciência ética, não são nada.

Veja bem...
Enquanto um homem passa fome e um cão é abandonado depois de acarinhado e tratado, após de não satisfazer o lado negro humano. Atirado ao vento e à sua sorte...A humanidade não é sinónimo de bondade, mas sim, algo que ofereça algo do seu interesse.
A fronteira de as pessoas deixarem de ser pessoas e passarem a ser selvagens, é muito ténue, quase invisível e num instante fugaz.

Vejam bem...
Ser social polarizador seguro e assumido das reivindicações justas. Mais forte afectivamente e detentora de sentimentos elevados, já dominadores das emoções superficiais e vulgares.

Vejam bem...
No relativo à comunicação, o telefone, inventado em 1876, catalisou a comunicabilidade interpessoal e dessa , a inteligência evitadora da idolatria consentida, da divinização permitida pela demagogia política e lavadora de cérebros. Aquela que diz, que os meus mortos são mais justos que os teus, independentemente das manchas de sangue que percorrem nas suas palmas.


Zeca Afonso - Vejam Bem

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Follow the leader


Inserido num programa global, sem rosto, sem marca clara e dentro de um semi-construído pensamento dominante de robotização geral das massas, existe toda uma indústria que dissemina nas formas mais subtis, a ideia de seguir um líder, de que existe uma hierarquia que toma conta de nós, enquanto dormimos o sono retemperador. Protegem-nos dos maus que nos querem fazer mal.
A música "Follow the leader" é a mais clara amostra dessa espécie de evangelização que ocorre há já algumas décadas. Tem várias versões e estilos, passa um pouco por todo o mundo e tem o ritmo necessário para agarrar as várias gerações que passam por ela, distraídas pelos confusos egos adolescentes .
É repetitiva; tem a linguagem universal, o inglês; funciona como mantra; enaltece os termos, follow, leader e left and right. Inculca nas mentes mais jovens - ainda esponjas de conhecimento - a ordeira marcha militar com a mensagem principal/sub-liminar de seguir o líder, implicitamente a obediência... sem questiona-la.

Nesta linha, salienta-se a questão Wikileaks, que porventura, não será o mote ideal para restringir a verdadeira expressão de liberdade? O pretexto ideal?
Sobre este aspecto, abordava Pacheco Pereira no seu artigo de opinião, no sábado passado no jornal "O Público" relativamente, aos integrados e os apocalípticos. Só que nesta tentativa de tudo classificar, falta a explosão exponencial da evolução da sociedade nesta orgástica selva tecnológica e sem retrocesso. Por exemplo, pode haver integrados e apocalípticos e vice-versa e mais outras dezenas de variantes.

E tudo isso, assusta o status quo vigente...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Deus


Na edição de Dezembro de 1990, a revista LIFE identificou 77 nomes, como nomes de Deuses utilizados em todo o mundo, conforme a linguística e crença dos povos.
O termo Deus, foi e é um enorme repositório de tudo o que é a vida das pessoas; as suas responsabilidades, os seus fracassos, os seus sucessos e o que lhe escapa à compreensão, na forma mais imediata de lógica.
O Homem criou Deuses; do vinho, do amor, dos céus, dos trovões e de tudo o que desconhecia. O medo do desconhecimento ficava colmatado com a responsabilidade de um ser superior.
Criou as religiões, em torno de uma figura matriz, o exemplo e a perfeição. Simbolicamente cada civilização atribuiu a sua figura física à beleza máxima geneticamente perfeita de seu povo. Desde o bebé Nestlé - branquinho e de olhos azuis -, ao bebé africano negro Benetton, às representações asiáticas, às figuras do sub-continente indiano do hinduísmo com particular relevância aos Vedas (que vem do conhecimento), até às milhentas de representações tribais espalhadas por todo o planeta e que vivem o mesmo sentir por algo que o conhecimento presente não abarca.

O Homem sempre tentou definir aquilo que não vê, o que não ouve e dessa forma controlar e manipular esse algo incerto aos outros esperançados a uma resposta que derrube todas as questões;

- Igreja Católica: " Deus é um Espírito eterno, independente, infinito e imutável, presente em todos os lugares, que tudo vê e governa o universo. Porque tem inteligência suprema, não tem corpo, nem forma, nem cor e não pode ser compreendido. (Rev. P. Collot, Catecismo Doutrinário e Escritural da Igreja Católica, publicado em Montreal) ".

- Igreja Metodista: " Há somente um Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo ou partes, de poder, sabedoria e bondade infinitos, o criador e preservador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; e na unidade desta Deidade há três pessoas, de uma substância, poder e eternidade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Disciplina Metodista, publicado em Toronto, 1886) ".

- Igreja Presbiteriana: " Há somente um Deus, vivo e verdadeiro, infinito em ser e perfeição, espírito puríssimo, invisível, sem corpo, panes ou paixões, imutável, imenso, eterno, incompreensível, todo-poderoso, de infinita sabedoria, santíssimo, livre, absolutíssimo, obrando todas as coisas de acordo com o conselho de sua vontade imutável e justa, para sua própria glória; é todo amor, graça, misericórdia, longanimidade, abundante em bondade e verdade, perdoando iniquidade, transgressão e pecado, galardoador dos que o buscam diligentemente; é contudo justo e terrível em seus julgamentos; odiando todo pecado e não perdoando de forma alguma os culpados. (Confissão de fé da Igreja Presbiteriana, Cap. 2, Art. 1) ".

Deus somos todos nós, tudo o que existe; a bíblia, o corão e o tanakh e todos os demais são meros livros compilados por pessoas, num contexto de importância que é factualmente relevante pelos determinados contextos dos inúmeros presentes vividos. Daí se possa aferir que a relativa sacralidade é relativa.

Se tomarmos, como por exemplo, as consciências livres, pelo seu desenvolvimento, arcaboiço mental-somático e energético, como deuses, por já não precisarem de corpos físicos para se manifestarem, é sempre bom lembrar, que esse estádio evolutivo, não é o fim, é uma continuação, claro que com outras responsabilidades evolutivas, mas todos nós estamos nesse caminho, provavelmente mesmo antes do Big Bang, ninguém sabe.
Desde a bactéria, do vírus, até às formas mais complexas de existência, todos andamos por aí. Essa é uma verdade relativa de ponta.

E por causa disto, estamos todos ligados uns aos outros...



Gilberto Gil & Marisa Monte - Life Gods

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Luas


E se a Lua fosse embora? E se explodisse? Ou se ficasse quieta?
Seria um constrangimento, sem dúvida... Entre o aborrecimento e a catástrofe, por aí se situaria.
Será que as pessoas reparariam?
Deixaria de haver marés compassadas sob o seu jugo gravitacional?
Deixaria de haver lobisomens?

Deixaria de haver "fases" nas pessoas... que vivem de "fases" e que delas gostam de as publicitar, as "fases" que têm.
Todos os outros animais sentiriam mais pela sua falta, já que o animal humano - espécie mais cruel e mortífera que habitou este planeta - continua distraída a destruir-se.
Deixaria de haver a luz da noite e os seus reflexos, as suas sombras.

Será que haveriam viagens à Lua?
Em consonância, e se as pessoas vestissem todas calças de bombazine?

E se todos nós, saímos de uma fábrica, padronizados para ser peças de uma espécie de máquina?
E os que saírem com defeito?
E os que se recusarem a ser... Ser um padrão?
E os que quiserem ser libélulas, borboletas, formigas ou porcos?
E os que vivem "The dark side of the moon"?
E os que quiserem ser água, terra, fogo ou ar? E os que quiserem ser mais?
E os que quiserem ser menos?
E todas as outras que não sabem o que querem?

Se a Lua nos faltasse?
Será que acordávamos?



Vangelis, Abrahams Theme

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Discernimento, jornada espinhosa da humanidade


É tudo tão difícil, muito difícil... é a crise, é a divida, são as hemorróidas e o que mais que seja. Em linha de conta, no pensamento dominante e presente, há que conter despesas e custos, há que fazer sacrifícios.
Porque é difícil, é muito difícil, isto tudo. Quando na verdade, enquanto o planeta vai girando há milhões de anos e a natureza tem um ritmo próprio, fruto de uma sabedoria evolutiva muito além de nossas vidas fugazes, nós, criaturas "ainda" no berço espirramos espasmos frenéticos de inteligência.
Por exemplo, na inteligência sentimental, comportamental e comunicacional, vamos dando os primeiros passos. Tivemos indivíduos excepcionalmente desenvolvidos em uma ou duas áreas intelectuais e nas outras verdadeiros desastres. Existem e existirão variados caminhos até completarmos um pouco o ramalhete, o qual, ainda desconhecemos.
Um termo de medida é uma mente que deu um dos maiores pulos no conhecimento do Universo, Stephen William Hawking, tenha sido subtraído dos afazeres físicos que um soma acarreta e daí ocupar a sua mente, quase em permanência no pensar.

Para já, termos a percepção do nosso estado primitivo e selvagem em que nos encontramos, é um sinalizador da nossa condição. Apesar da sensação de podermos interagir com um semelhante do outro lado do mundo ou estas linhas que lê, em segundos poderem ser lidas em qualquer parte do mundo e traduzidas na língua local.

Não obstante...
- A malária matar milhões de pessoas, quando um simples mosquiteiro ajudaria muito.
- Quando milhões sucumbem pela fome, e outros destroem toneladas de alimentos para manter o preço de produtos agrícolas.
- Quando milhares doam milhões de alimentos e dinheiro, para ser derretido nas organizações "pseudo"-humanitárias, e o pouco que chega ao destino, ser controlado por senhores da guerra locais.
- Quando se viola uma criança - destruindo-lhe o esfíncter anal - num país ocidental chamado de primeiro mundo que "evangeliza" o estado de direito, mas consoante o poder sócio-económico do abusador é tido em conta de forma subjectiva para não ser punido legalmente de algo moralmente condenável.
- Enquanto as principais farmacêuticas mundiais cotadas em bolsa, perpetuam e condenam os seus clientes, aliás doentes, na fidelização de consumo, antes da demanda de cura das suas maleitas.
- Enquanto se professam religiões que mantém milhões de vidas reféns de livros sagrados, quando sagrado já é tudo o que existe.
- Enquanto se manipulam milhões de mentes órfãs de ideias, em soldados "políticos" que as defendem inconscientemente e até à morte, mantendo obscuros grupos de interesses. No post-mortem, fortes e longas depressões pós-dessomáticas, quando constatam que foram usadas num jogo maior.
- Enquanto civilizacionalmente consideramos que tirar a vida a outro ser humano é um acto condenável, ao mesmo tempo que a indústria do armamento é o maior negócio do planeta.
E todas as outras ...

Quase tudo isto, com sistemas democráticos, com o voto das populações que mandatam outros para os dirigir. E todos se queixam das injustiças...
Há muita gente que se julga gente, porque quando lhes batem à porta do W.C., respondem - Tem gente!

Em baixo no vídeo, está um daqueles raros momentos, do verdadeiro pulsar do planeta. Ritmo, melodia, vivência, sapiência, limbo, sentir... Com o que produzimos da terra aliada à nossa infinita capacidade de criação, às vezes, somos o que esquecemos que somos, parte constituinte do Universo.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!