quarta-feira, 31 de março de 2010

Caribbean Quenn

São daquelas coisas fantásticas da vida.
Um certo noir, um certo je n'est ce pas quoi.
Da teoria do cagalhão ao cavalo, tudo é possível. Pois não há impossíveis.
Apesar de um dia a dizer que não dá seguindo uma matrix, a minha cabeça estava voltada para outras dimensões, diga-se de passagem.
A mente e o poder da mente tem coisas do arco-da-velha.
E o hoje que o CERN acertou a sua bombinha de brincar. Vejam lá o que fazem!
Imagino centenas de cientistas a estudar o olho do cú do universo. Frenéticos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Natural Mystic Live


Entre montanhas e escarpas, entre boas e más ondas, vivem os que respiram em sintonia contrária ao pulsar do piso que pululam.
Da pobreza à riqueza, seja, espiritual ou material, sejam as duas misturadas. Vive-se em razões separadas. Fruto do caos organizacional do que não tem jeito de ser de outra forma.

Será a ordem natural das coisas?
Ou será a aleatoriedade de destinos imprevisíveis?
Ou outra qualquer coisa?
E o que é a coisa?
Porque não questionar a coisa?
E se a coisa não existe?
Daí outra coisa existirá?
E se for nada?
Será o nada alguma coisa?

Sendo que a grande maioria believe apenas e só no que vê, ouve e lê (por outro iguais a eles, believers das mesmas coisas), constatam uma verdade vestida de mentira. São uma fracção de existência temporal.
Se é que, quando supostamente deixarão de existir, não levarão nada e sem hipótese de negociação, o que os faz correr tanto?

Uma doce menina manifestando-se noutro estado dimensional, enquanto seu corpo físico se encontrava em estado de cataplexia projectiva consciente com um elevado percentual de lucidez questionava - Me diz! Vem cá, como é a morte?
Enquanto um grupo de senhoras se aproximavam da conscin, uma delas diz - A morte é como a vida. Olha eu não morri, continuo viva. Estou aqui como se estivesse viva, só que de maneira diferente.

Tudo é como tudo. Uns bradam aos céus, outros auspiciam ao convencimento de outros e mais 1001 daqueles outros.
Tudo é possível, até as impossíveis...

Não acredite no que leu, nesta cantiga, nesta lenga-lenga. Se acredita pesquise, questione e principalmente, tome em conta as experiências que viveu e vive.
Sem esquecer que em tudo também existe em paralelo o lado negro da questão, é como se fosse uma segunda matinée.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Capa do jornal i

Primeira página do jornal i " Portugal é o país da europa com mais doentes mentais".
Nem mais e eu que sei muito bem.
Esta questão ganha contornos relevantes quando analisamos alguns dos nossos (des)governantes e gestores públicos de empresas que teimam por coincidência dar prejuízo, mas com toda a seriedade disponibilizam salários pornográficos e prémios de bónus nojentos a corruptos, aos quais fossem aplicadas as leis em vigor e houvesse um Ministério Público como deve de ser, os infractores estariam na cadeia.
Mas como Portugal é um país de palhaçada e de doentes mentais, adiante...

Não sei se por defesa, mas como é certo, as verbas para este problema, cada vez mais crescente, foram diminuindo e daí o decréscimo de qualidade terapêutica.
O fecho de Hospitais especializados para estes doentes, que em Portugal são em grande número e como exemplo, fundir o Júlio de Matos e o Miguel Bombarda é um erro de palmatória por quem apenas vê balancetes e não entende que deixar por aí verdadeiras bombas-relógio nas ruas. Enfim...

Por exemplo a Esquizofrenia Paranóide Grave, pode tornar um ser dócil, como por outro lado, um animal incontrolável. No nosso país temos centenas senão milhares, sem acompanhamento médico, a circular por aí, até que qualquer tipo de situação despolete tragédias que poderiam ser prevenidas à ilharga de (ir)responsáveis políticos, talvez também doentes mentais, que não têm a mínima noção dos futuros problemas que soltam, até o azar lhes tocar à porta.

Sem esquecer os maníacos depressivos e os fervilhantes obessivos, também os compulsivos.
O nosso Estado deixou de os cuidar e permite criminosamente de andarem à solta na rua.
Mesmo com Leponex subsidiado, não significa o controle adequado para quem não tem a noção da realidade e à mínima se passe da marmita.
Esta questão é muito séria, principalmente para as famílias que amparam intra-fisicamente, cidadãos nessas condições de bombas-relógio.

Por outro lado, o descalabro político/financeiro a que chegámos, torna-se mais entendível. Sem dúvida que deixaram de tomar os medicamentos.
Será que na Assembleia da República não há uma farmácia de serviço?

A moderna psicologia pode ajudar, as "modern talkings"...

domingo, 21 de março de 2010

Agências de rating


São agências de notação de risco, ou seja, são contratadas pelas instituições financeiras para avaliarem o risco de outra empresa, país ou município acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecendo dessa forma o spread a aplicar no financiamento.
Ou seja, apesar da euribor, a taxa de referência na europa, determinada pela taxa média dos 57 maiores bancos europeus, o spread a aplicar aos financiamentos têm em conta as notações dadas por estas agências classificadoras de avaliação de risco.
As principais são: Fitch Ratings, Moody's e a Standard & Poor's.

A grande questão é que um país não é uma empresa. Um país em teoria não vai à falência, mesmo que nas suas contas do deve e haver sejam desequilibradas, existem mecanismos de alguma complexidade que não permitem uma espécie de liquidação, como de uma empresa se tratasse.
Logo calcular ratings a estados-nações não tem muito sentido.
Por princípio está errado, no mercado concorrencial e aberto em que vivemos, esta pratica é brutalmente descriminatória. Por exemplo uma empresa que dê lucros e bem gerida, que cumpre a tempo e horas as suas obrigações a trabalhadores, fornecedores e ao estado onde tem a sua sede social, pode ter o azar de o seu estado estar com uma notação de risco baixa e daí pagar mais caro pelo seu financiamento. Ao invés de outras empresas, que podem até ser mal geridas, mas por terem residência num país com melhor classificação de risco, acederem a crédito mais barato.

Estas agências na europa colocaram um rótulo à franja de países com potencial mais incumpridor.
PIGS, designação em inglês para; Portugal, Ireland, Greece and Spain. Estes países são colocados no mesmo saco. E o agravamento das condições de um colam directamente aos outros.
Sendo a Grécia o pior, e com uma dívida pública monstruosa, à sua escala bem entendido, não se coibiu de realizar em 2004 os Jogos Olímpicos - Atenas 2004. Mais, desde dos anos 80 a Goldman Sachs (grande instituição financeira norte-americana) "ajudou" os sucessivos governos gregos a mascarar a sua dívida pública com o recurso a engenharias financeiras complexas.

Os governos destes países elaboram PEC's (verdadeiros pack's dos horrores) muito contorcidos para agradar a estas agências, indo buscar recursos às partes mais fáceis e mais fracas.
Primeiro nas áreas sociais e depois descriminalizando fiscalmente os que podem fugir às contribuições.
No caso português, o governo elaborou um PEC que para tal contratou uma empresa de consultoria privada. O PEC foi desenhado em primeira instância para as agências de rating, depois em segunda instância para os portugueses e para estes últimos fortemente penalizador.
Não há dinheiro e há que poupar! Diz o governo.
Há que gerir criteriosamente os recursos financeiros!
Diz este governo que gastou cerca de 600 milhões de euros em consultorias privadas. Ou mil milhões de euros nos governos PSD/CDS na construção de dois submarinos, que estão quase prontos a sair dos estaleiros alemães para estudarem a vida marítima dos golfinhos e baleias da costa portuguesa.
Há que conter os subsídios de desemprego, mas ao mesmo tempo, pagam-se dos melhores ordenados a nível europeu, aos gestores das empresas públicas, mesmo que mal geridas, mesmo que sob a alçada da justiça.

Em resumo e como resultado das notações destas agências o crédito fica mais caro e como os bancos não são instituições de caridade, transportam esse encarecimento para a economia.
Tendo os PIGS que viver com estes verdadeiros terramotos.
Sem esquecer a fiabilidade destas agências e como exemplo no ano passado a Standard & Poor's após ter classificado a Islândia com o rating mais elevado AAA+, dois dias depois o governo islandês anuncia ao mundo a sua falência.
Falta aos jovenzinhos dessas agências, o estudo de sociologia, filosofia e política, nos seus brilhantes currículos académicos.

Por isso e com todo o respeito, seriedade e credibilidade, é lhes dedicado este vídeo musical.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Perdão Fiscal - PEC


Dentro do PEC um verdadeiro pack dos horrores, no qual vem uma medida que é um sinal muito preocupante deste (des)governo socialista, o perdão fiscal, aliás criminal, sobre os capitais aplicados em offshores. Alargando a todo o sujeito passivo, dessa forma além dos particulares é extensível a empresas, entre as quais, as visadas no processo Operação Furacão. Do furacão como já se esperava, era afinal, uma leve brisa, um ventito.

Fica determinado que até 16 de Dezembro do corrente ano os contribuintes em causa declarem a totalidade dos valores patrimoniais que estavam por declarar, ficam apenas sujeitos a uma macia taxa de 5% como penalização.
O des(governo) espera um encaixe de 60 milhões de euros.
Pela verba que espera alcançar, só por si um peanuts no nosso défice, ela mostra uma ingenuidade preocupante e confrangedora.
Mostra que o des(governo) da República, está à rasca, não há liquidez em território Luso e tem uma gestão de estilo "em cima do joelho".
Em boa verdade, tudo isto é um somatório dos sucessivos des(governos) PS, PSD e CDS. Sem esquecer que todo este amadorismo, sempre foi acompanhado de toda a seriedade e credibilidade.
Levaram o nome do País ao descalabro e à desestruturação total.
Construíram um País de merda que se reflecte em todos os aspectos sociais.

Enganar o fisco é sinónimo de esperteza, viver à conta do rendimento mínimo é um direito, estacionar em segunda fila é uma necessidade, snobizar uma empregada de uma loja e escrever no livro de reclamações derivado de um estado de alma. São tudo direitos de uma brazonada que vive uma ilusão de créditos e má formação cívica.
Parte de uma sociedade que foi patrocinada e incentivada a ser assim, pelos múltiplos mecanismos de marketing e até mesmo por processos de lavagem cerebral complexos e subtis.

Fruto de uma pobreza total a vários níveis, vem este des(governo) confirmar essa pobreza de espírito, dizendo em alto e bom som, assinando em decreto: "O crime, afinal compensa".
Logo, é uma questão de fazer as contas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cinto de Segurança

É uma das campanhas de sensibilização pelo o uso do cinto de segurança na prevenção rodoviária mais geniais de sempre.
Comporta todos os factores psico-emocionais desde a indumentária dos intervenientes até à mímica muito bem realizada.
Simplesmente genial!
O Amor em toda a sua Força, plasmada em braços superiormente fortes, que agarram a Vida.

video

domingo, 14 de março de 2010

Tunguska

É um rio na região da Sibéria Central onde, às 7h15 da manhã de 30 de Junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito, mas uma onda de impacto devastou toda a região do lago Baikal, afectando em menor grau todo o norte da Europa.
Este evento recebeu o nome desta região, Tunguska. A ausência de uma cratera e de evidências directas do objecto que teria causado a explosão levou a uma grande quantidade de teorias especulatórias sobre a causa do evento. Apesar de ainda ser assunto de debate, segundo os estudos mais recentes a destruição provavelmente foi causada pelo deslocamento de ar subsequente a uma explosão de um meteorito ou fragmento de cometa na baixa atmosfera devido ao atrito da reentrada. Diferentes estudos resultaram em estimativas para o tamanho do objecto variando em torno de algumas dezenas de metros. Estima-se que a energia da explosão está entre 5 megatons e 30 megatons, com 10–15 megatons sendo o mais provável. Isso é aproximadamente igual a 1000 vezes a bomba lançada em Hiroshima na segunda guerra mundial. Estudos recentes apontam para uma força explosiva à volta dos 40 megatons.
A maior bomba produzida pelo o Homem, a bomba Tsar, anunciada com a potência de 50 megatons e depois de eclodida, a única, numa ilha do ártico, calculou-se que a sua força explosiva tenha alcançado uma força de 57 megatons.

A explosão teria sido suficiente para destruir uma grande área metropolitana. A explosão derrubou cerca de 80 milhões de árvores em uma área e 2150 quilómetros quadrados e estima-se que tenha provocado um terremoto de 5 graus na escala Richter Apesar de ser considerado o maior impacto terrestre na história recente da Terra, impactos de intensidade similar em regiões remotas teriam passado despercebidos antes do advento do monitoramento global por satélite nas décadas de 1960 e 70.

Devido ao mistério do evento, levantaram-se ao longo dos anos várias teorias:

Anti-matéria: um pedaço de anti-matéria vinda do espaço.

Mini buraco-negro: mas sem explicar a passagem pelo centro da terra, bem como a saída pelo o outro lado da Terra.

A torre de Wardenclyffe: uma suposta teoria resultante da expedição de Robert Peary ao polo norte, denominado como o "raio da morte".

Extra-terrestres: uma hipótese que ganha cada vez mais força.

De entre os inúmeros sites na internet o melhor site e que centraliza a melhor informação acerca do evento é o sítio da Universidade de Bolonha - Departamento de Física, contém os melhores links para quem quiser aprofundar o tema.

O que realmente se passou?
"Mais" uma verdade muito bem arquivada.
Certo é que algo se passou ...

segunda-feira, 8 de março de 2010

A(s) Mulher(es)


A Mulher é uma Deusa.
Nas expressões da face de uma mulher vejo sempre a menina que é, e a que quis ser. Sempre é muito redutor, mas quase sempre...
Em suma, são como todos os seres, existem, só que apenas deixam o seu rasto de força inquebrantável no Universo.
Contando mesmo com as que não prestam, confiando nas que sinalizam outras. Entre elas são terríveis, quadrilheiras e falsas que só, e isso faz parte do seu pulsar feminino.
Como Mães, são das forças mais poderosas do Tudo o Que Existe.

De certa forma, nesta vida, sou um previlegiado. Por ter tido o previlégio de ter conhecido Mulheres de grande ponta.
Algumas, foram improbabilidades estatísticas. Fizeram das fraquezas forças e hoje são sucessos vivenciais.
Desde o arrojo, coragem, determinação e porque não, a sua fé. Verdadeiros colossos de existência.
A Mulher é forte, a maior parte delas, muito forte. Força a qual, a ciência actual que não é capaz (nem pode, por estar presa nos seus círculos internos de conhecimento) de a mensurar.
A Mulher muito para além de ser racional é efectivamente e em primeira instância emocional. Por mais que se defenda ou esconda. É um ser essencialmente emocional e transporta essa sua maneira de viver em todas as suas valências de existência.

Compreender a Vida é compreender a Mulher.
Sem Ela não estariamos aqui, com toda a certeza. Não é possível fintar a biologia.

Mulher é Helas e Helénica, ao contrário da desgraçada outrora bela que hoje faz broches a dez euros, de pele meio cagada, derivado do pó de duvidosa qualidade e que sopra meias palavras, pelo simples facto de estar desdentada. É a vida, no que resta...
As excisões no centro de África ou mulher árabe sem personalidade jurídica.
É o baile armado! E muito caminho para desbravar.
Temos de saber viver a segunda matinée.

Eu acredito na(s) Mulher(es), em todas as suas capacidades sensitivas. Desde a chique-bem até à regateira.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Os Cultos


O Culto de mão dada com a Religião pode-se caracterizar da seguinte forma: um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como; sobrenatural, divino, sagrado e transcendental.
Desde as religiões seculares até às novas e evangélicas, poderemos incluir os líderes políticos. Através dos seus seguidores pode-se determinar que as mesmas zonas cerebrais são activadas.
No campo psicológico temos o suspend the disbelief e o auto-convencimento. Na parte pessoal o carisma e a suposta capacidade de apresentação como modelo que trilha o caminho.
As incongruências são diminuídas ao limite e as virtudes extrapoladas até à insanidade.

Em Portugal actual, vive-se um desses cultos, o apelidado pelos seus boys e adoradores, o Chefe. Já não se discute política, mas sim, o lado emocional de um chefe. Mesmo perante todas as evidências de fraude académica e profissional, os seguidores buscam energias para tapar o Sol com a peneira.
Na área psico-somática estaremos mais perto da religião do que na política. Sendo que as duas confundem-se e suas fronteiras serem muito ténues.
Se um desses chefes cair, outros vinte se perfilham.

Estes cultos sempre ocorreram, ocorrem e ocorrerão.
Estes líderes espirituais servem para isso mesmo. Absorver toda a tensão, todos os esbracejos de injustiça, as indignações e tudo o que por aí advier.

Chamemos de super-capitalismo, de super-estrutura aqueles que de facto vão orientando os destinos do planeta, pelo simples facto, de terem o poder de criar o dinheiro e de o largarem a quem siga as suas linhas orientadoras.
Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, grandes industriais norte-americanos se referiam a este poder sufocante. Capitalistas e industriais de então subjugados a uma super-estrutura que tentavam definir.
Do que se conhece, sabe-se que utilizam o crédito financeiro supra-nacional para controlar empresas e nações.
A confidências conhecidas por estes senhores, e numa síntese muita redutora, uma das suas filosofias - " Dêem-lhes as ideias de direita e esquerda para se morderem uns aos outros".
O conceito de direita e esquerda, que vem da Revolução Francesa e dependeu de uns sentarem-se de um lado e outros do outro. Os jacobinos e os girondinos. Daí até cá o conceito complexizou-se de sobremaneira.
Tal como numa época em que a religião detinha grande vigor, apareceram os primeiros indivíduos, numa tentativa, de organizar novas ideias, novas relações sociais, principalmente, fruto de grandes fluxos de tesouraria, e de todas as relações filhas de novos tempos que se viviam, tanto económico, social e religioso. Consequentemente, um fenómeno novo que resultava, as grandes cidades industriais.
Dessa toda nova panóplia de novas relações que borbulhavam aparecem nomes como Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber, Peter Berger. Até certo ponto e nesta altura pode-se dizer que socializaram a religião.

Em suma, atirar os ovos ao líder local de momento, pode ter a sua graça, mas, no concreto não muda nada.
Repare o brutal ataque especulativo de 14 e 15 de Janeiro deste ano contra Espanha e Portugal. Fez disparar o spread das obrigações do tesouro espanhol e português. Na realidade esta é uma das notícias mais substanciais para os dois países apesar de passarem a uma ilharga muito extensa de notícias acerca do jet-set e jogadores de futebol. O pior cego é aquele que não vê.
Os bancos nacionais, logo a seguir, posicionaram as suas políticas de crédito no curto-médio prazo. A diferença reside na contratação ou não de mais pessoal, no investimento adiado, no adiamento do pagamento ao fornecedor e no final na sobrevivência do negócio. E isto faz toda a diferença.

A realidade é esta, o poder dos governos locais dos países mediterrânicos é apenas circunstancial. A Grécia, a Itália, Portugal e Espanha definham a olhos vistos.
Os denominados PIGS pelos jovenzinhos que fazem cálculos em folhas de Excel e atribuem notações de risco de crédito. P-portugal, I-itália, G-greece, S-spain.
Aparece a Alemanha, a segurar a Grécia o primeiro local a entrar no descalabro. Sem esquecer, que neste mundo ninguém dá nada a ninguém. E que se à volta da Alemanha não houver quem lhe compre os produtos lá produzidos, de nada serve o valor que eles oferecem.

Mas a somar à complexidade da globalização, junte-se a entrada de duas mega-economias, a Índia e a China, que têm regimes semi-democráticos e fecham os olhos às condições de trabalho. Pelas suas imensas populações e gigantesca oferta de mão-de-obra nas suas unidades produtivas não iremos encontrar filtros de ar, horários de trabalho calendarizados, condições sanitárias humanas, mas sim, trabalho de sol-a-sol, camaratas diminutas e partilhadas entre adultos e crianças, trabalho desumano, indústrias tóxicas sem qualquer regulação. Dessa produção gigantesca e após os acordos da OMC, asfixia muitas outras que não conseguem concorrer aos mesmos preços.
Poderá-se dizer que o mundo é injusto e para todas as partes.

Quanto ao caso português, apesar da pouca margem de manobra, não significa o mesmo, a desresponsabilização da actuação. Pois por o povo ser ignorante, fruto de políticas educacionais, propositadamente para o manter assim, amorfo. A elitezinha tuga não deixa de estar isenta de responsabilidades.
A primeira, o contínuo esticar do diferencial entre os mais ricos e os mais pobres. O que seria intolerável socialmente nos países do norte da europa, aqui promove-se o aciganamento da populaça.
Vergonhas anti-éticas, são o mote, aliás , o regabofe. Que começou nos governos de meados dos anos 80 até agora.
Caso sintomático, um pujé membro de uma juventude de um partido político é nomeado para uma grande empresa portuguesa de influência pública. Auferindo 2.500.000 Euros por ano, que após descoberta a careca demite-se, e ainda leva com uma indemnização capaz de elevar os conceitos da pornografia vigentes.

Qual é o seu culto? Ou está livre de pensamento?
O que poderemos entender por liberdade de expressão, seja em Washington ou em Havana?
E a liberdade de imprensa?



A verdadeira arte de combate, não é acreditar em Deus, Bhuda ou Maomé, é matar pela sobrevivência.
É a nossa sina, ao mesmo tempo a esperança, de sobrevivência...

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!